sábado, 16 de novembro de 2013

Tenha disciplina e comece a poupar


Tão comum quanto não ter dinheiro para poupar é não ter disciplina. Sempre tem aquela velha desculpa que não sobrou porque aquele sapato lindo estava na vitrine te chamando ou então aquele acessório para o carro passou a ser indispensável. Enfim, na verdade não poupamos mesmo não é por falta de dinheiro e sim de disciplina. Mas como resolver isso? fácil, vou ensinar:

Primeiro você precisa organizar suas contas. Não adianta colocar o dinheiro na caderneta de poupança rendendo 0,51% ao mês e pagar 10% ao mês no cheque especial. Não deixe seu salario ser mais curto que seu mês.

Tem gente que precisa ter o compromisso de pagar uma conta, até mesmo para poupar. Ótimo!! Existem dois excelentes tipos de poupança para os indisciplinados. Uma delas são os fundos programados. Você procura o seu gerente e acorda um valor mensal que será debitado de sua conta diretamente. Outra opção é a previdência privada. Muitas pessoas não sabem, mas os valores depositados podem ser resgatados a qualquer momento e ainda tem a vantagem de poder abater no imposto de renda.

Então não dê mais desculpas, se programe e comece a poupar. Daqui há alguns dias já vamos receber a primeira parcela do 13º salário, quem sabe não é um bom momento de dar esse primeiro passo?

Você sabe como seu nome vai parar no SPC ou SERASA?


Um dos grandes temores dos brasileiros é estar em ter o "nome sujo". Isso gera falta de crédito e constrangimento. Muitas pessoas pensam que essa é uma operação automática, tudo via sistema, mas não é não. Para que você seja incluído no Serviço de Proteção ao Crédito, existe um procedimento a ser feito desde o aviso ao inadimplente para que regularize sua situação, que pode ocorrer até mais de uma vez. Claro que algumas empresas que não conseguem contatar o devedor, acabam apontando sem comunicar. O conselho é consultar seu CPF de tempos em tempos.

A partir do primeiro dia de atraso, as empresas já podem apontar o nome do devedor no cadastro do SPC, mas geralmente não acontece em razão das tentativas de contato de cobrança. Assim, esse apontamento pode levar dias e meses. também, não existe obrigatoriedade da empresa de fazer esse apontamento. É ela que decide quando e se quer pontar, isso vai depender da relação existente entre a empresa credora e seu cliente inadimplente.

Diferente da iniciativa privada, as empresas concessionárias de serviços de utilidade pública, como telefonia, água, luz e gás, devem respeitar a leis regulatórias específicas quanto a essa questão da negativação. No caso do setor de telefonia, regulado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o inadimplente só pode ser negativado após três meses consecutivos de falta de pagamento. Quando a empresa opta pelo apontamento, estas precisam ser cliente de algum dos chamados "birô de crédito" que são responsáveis por manter esse tipo de cadastro, tais como a Boa Vista Serviços, o SPC Brasil e a Serasa Experian. As empresas precisam ter um contrato assinado em que se comprometem a apenas prestar informações verdadeiras, para que não haja inclusões indevidas.

Caso esta seja a opção da empresa, o birô de crédito deverá, imediatamente, enviar a chamada “carta de aviso de débito” para o endereço que o inadimplente tiver informado à empresa credora quando iniciou seu relacionamento com ela. Essa carta vai em um envelope sem identificação do assunto sobre o qual trata, a fim de preservar a privacidade do consumidor. É praxe de mercado que o birô conceda ao devedor dez dias corridos para regularizar sua situação antes que os dados de inadimplência se tornem públicos, isto é, antes que seu nome fique sujo de fato. Durante esses dez dias, outras empresas que pesquisarem o CPF do endividado não conseguirão enxergar aquele débito em atraso.

Nessa hora, o inadimplente esquecido pode se lembrar de pagar o que deve, e aquele que está em dificuldades financeiras pode procurar o credor para tentar renegociar a dívida em termos mais vantajosos para si – como um prazo maior, juros menores ou com um desconto. Feita uma dessas escolhas – quitação ou renegociação – seu nome deve permanecer limpo.

Mas mesmo com todos esses cuidados de notificar os devedores, seu nome poderá ficar sujo mesmo que você não receba o aviso. Caso o consumidor não seja encontrado por qualquer dos meios de que o credor e o birô de crédito dispõem – porque mudou de endereço, por exemplo –, ainda assim seu nome poderá ficar sujo, pois considera-se que as tentativas de contato foram feitas.

Pior ainda, nada impede que o consumidor seja negativado indevidamente, sem ter de fato um débito em atraso. Ele pode ser vítima de uma fraude, a partir do roubo de seus dados pessoais ou de documentos. Ou seja, mesmo sem saber você pode ter o CPF inscrito em um cadastro de inadimplentes.

A dica segundo Fernando Cosenza, diretor de marketing, inovação e sustentabilidade da Boa Vista Serviços,  para não ser pego de surpresa é que todos os consumidores devem checar seu CPF ao menos duas vezes ao mês. Isso pode ser feito gratuitamente nos postos de atendimento dos birôs de crédito, mediante a apresentação de um documento de identidade original e do CPF, ou mesmo por carta à instituição. Também é possível acompanhar o CPF online. Na Boa Vista Serviços, a checagem do CPF pela internet é gratuita, mediante a informação de dados pessoais. Já a Serasa Experian fornece um serviço de monitoramento do CPF que pode ser contratado online e custa 10 reais por mês.

Contudo, nenhum desses processos de checagem e acompanhamento do CPF substitui a carta que os birôs são obrigados a enviar a quem está prestes a ser negativado. “Enviamos em torno de 10 milhões de cartas por mês”, afirma Fernando Cosenza, da Boa Vista.
 

Consumo conciente com menos dívidas e mais poupança


Sabemos que o brasileiro tem sérios problemas para poupar, o que faz com que os bancos busquem recurso fora para emprestar. Sim gostamos de gastar e também nos endividar. Mas tanto quanto propagandas para aguçar o consumo, há muitas campanhas para que as pessoas quitem suas dívidas para recuperar seu crédito.

E parece que todo esse movimento esta dando certo. Segundo uma pesquisa realizada pela IPSOS, empresa de pesquisa de mercado, apenas 24,3% dos brasileiros vai usar o seu 13ºsalario para quitar dívidas. Esse é o menor resultado em cinco anos, quando em 2012 foi de 32,6%. Isso da sinais que a inadimplência esta em queda. Ainda, uma parte desses consumidores pesquisados pretendem colocar o dinheiro na caderneta de poupança, o que representou 20,4%, contra 16,3% de 2012.

O movimento mesmo foi de usar menos para quitar dívidas, assim sobrou para poupar, pois o consumo não apresentou perspectiva de crescimento. As intenções de usar o dinheiro do 13º salário para consumir ficou em 18,4% em comparação a 18,7% em 2012. A pesquisa demonstrou que os consumidores estão mais cautelosos, uma vez que o excesso de endividamento trouxe muitos transtornos para as famílias.

Vamos continuar informando e acreditando que o consumidor irá ter atitudes conscientes, sem ser seduzido pelo comércio com coisas inúteis e sim, comprando aquilo que efetivamente lhe é necessário.

Não abra um negócio



Ter o próprio negócio é um sonho da maioria das pessoas. Muitas arriscam e não da nada certo. Ai se pergunta: Mas eu fiz um plano de negócios, tava tudo certinho... o que foi que ocorreu? Pois é, as vezes está nas entrelinhas do seu "ser", alguém que não nasceu para ter o seu próprio negócio e não leva jeito para a moda do empreendedorismo.

São características básicas do empreendedor o bom senso de oportunidade e a capacidade de execução, mas isso não é o bastante. Ser empreendedor exige muito tempo e dedicação, diferente do que algumas pessoas pensam que trabalhar pra si nos faz "descansar" da rotina do trabalho. Mas para ajudar você a ver se realmente deve ficar quietinho como empregado em sua empresa, os professores Alessandro Saade, da Business School São Paulo, e João Bonomo, do Ibmec/MG, listaram alguns bons motivos que indicam que pode ser uma roubada virar dono do próprio negócio:

Se você busca mais tranquilidade e tempo com a família, abrir um negócio pode ser uma má ideia. “Normalmente as pessoas procuram a carreira empreendedora querendo certa tranquilidade, ser donas do próprio horário, montar seu cronograma do jeito que acredita que vai ter mais autonomia, mas a gente sabe que pelo menos nos primeiros 60 meses elas tendem a trabalhar mais do que qualquer trabalhador comum”, explica Bonomo. É verdade que ser empreendedor traz mais autonomia, mas é um engano pensar que isso significa ter menos trabalho.

Se você pensa em copiar alguma moda, cuidado. De vez em quando, muitos empreendedores investem em negócios que prometem explodir. Compras coletivas, frozen yogurt e outros são exemplos disso. Virar empreendedor só porque um setor promete crescer muito ou apostando em uma modinha pode ser um erro grave. “Entrar num mercado oferecendo a mesma coisa que a concorrência é suicídio. Ou oferece algo novo, ou nem tente entrar”, sugere Saade.

Segundo Bonomo, acreditar que vai dar certo apenas copiar outra empresa é muito comum ainda. “Não adianta acreditar que vai dar certo só de olhar o negócio alheio e fazer uma coisa semelhante. Isso tende a enganar os sonhadores, que se espelham no sucesso alheio sem acreditar que precisam conhecer mais, achando que é só replicar a técnica que o negócio vai dar certo”, indica. Entrar em um mercado em crescimento pode dar certo, mas exige preparação, um diferencial e capital.

Se você é teimoso demais para ver os erros, é muito perigoso. Ser empreendedor significa ter autonomia para tomar decisões. Enquanto isso pode ser bom na hora de pensar em horários, por exemplo, é bastante complexo quando é preciso decidir o caminho do negócio. Por isso, se você acredita que basta ter dinheiro ou conhecimento, pode fracassar no seu negócio. “Você precisa ver outros elementos, por exemplo, como está o mercado, como a cadeia produtiva tem se posicionado. Na carreira empreendedora, um dos pontos mais importantes é conseguir fazer uma autoanalise da sua capacidade e dos seus conhecimentos e verificar as atitudes necessárias para o desenvolvimento daquele determinado tipo de empreendimento”, diz Bonomo. Se você é teimoso demais para reconhecer seus erros rapidamente e corrigi-los, pode levar muito tempo até conseguir ganhar dinheiro com um negócio próprio.

Se você não conhece o mercado é muito problemático. Além da falta de capacidades empreendedoras, quem quer abrir um negócio sem conhecer nada do mercado pode estar destinado a fracassar. Para Bonomo, não conhecer o mercado e não ter um bom capital para uma pesquisa podem ser fatores impeditivos para o desenvolvimento do negócio. “As pessoas se apegam muito ou por terem atitude ou capital ou conhecimento sobre as operações, mas não conhecimento sobre o mercado em si e não acompanham o mercado no passado recente nem as tendências futuras”, indica o professor.

O primeiro passo é entender que o mercado ainda tem longevidade. “Começar agora um serviço de manutenção de tablets parece um bom negócio. Em 2016, o número de tablets vendidos no país será maior que o de notebooks. Agora, criar o mesmo serviço para manutenção de desktops não me parece ser um mercado em crescimento ou durador”, exemplifica Saade. Além disso, ele lembra da importância de dominar o processo do negócio como um todo. “Montar uma empresa onde o dono não sabe como o seu negócio funciona é imperdoável. Não se monta um negócio sobre o conhecimento dos outros, a não ser que ele seja seu sócio”, sugere.

Se tudo depende apenas de você. Um negócio que concentre absolutamente tudo no dono pode ter os dias contados. “Dentistas, chaveiros e artesãos, por exemplo, sofrem do risco de escalabilidade. O crescimento do negócio está diretamente vinculado à capacidade de trabalho individual desses profissionais. O faturamento total é igual a capacidade máxima de produção de cada um deles”, indica Saade.

Então não esqueça, empreendedorismo esta em alta e é muito bom para o país. mas o que pode ser muito bom pra economia nem sempre vale a pena para você. Então, tome a decisão correta.

Você sabe como definir o preço do seu produto ou serviço?


Já vi muitos clientes definirem o preço de seus produtos apenas pegando o preço de compra e multiplicando por dois. Sentindo-se felizes pois estava "ganhando" 100% em cima. Pois é, mas formação de preços dos produtos e serviços vai muito além de uma multiplicação matemática. Existem dois fatores imprescindíveis que precisamos analisar antes de formar nossos preços. O primeiro deles é levantar "todos" os custos, despesas, perdas, impostos, investimentos e, obviamente, o meu lucro desejado. A partir dai, vemos a por quanto conseguimos vender um referido produto ou serviço dentro das nossas condições atuais. Mas esse preço formado, precisa estar dentro daquilo que as pessoas estão dispostas a pagar, o chamado mercado. Ou seja, não adianta eu somar todos os meus gastos e meu lucro almejado se o meu preço ficar muito acima do mercado, com certeza a concorrência irá me engolir e não conseguirei me sustentar por muito tempo.

Para resolver isso, primeiro precisamos conhecer nossos concorrentes e os produtos deles. Se conseguimos fazer algumas melhorias em nosso produto que "agregue valor", sim, poderemos vender esse produto mais caro. Caso não seja possível agregar valor, precisamos primeiro olhar nossos gastos, começando pelas despesas. Veja se você não esta com funcionários demais, um espaço com aluguel muito caro ou até mesmo colocando um percentual de lucro muito alto. Analise essas questões, recalcule o preço e compare com o mercado. Se estiver compatível, vá a luta, senão, desista, pois seu negócio pode vir a falir.

Não fazer esse tipo de analise é muito comum nas pequenas empresas, mas são fundamentais para garantir a sobrevivência. Também não precisa de nenhum programa mirabolante para fazer os cálculos. Uma calculadora de 4 funções, aliadas com o levantamento de todos os gastos, já são suficientes para conseguir a informação. Se você se acha inseguro para fazer esse levantamento, procure seu contador ou ate mesmo o SEBRAE, tenho certeza que eles tem muitos detalhes para fazer com que sua empresa seja um sucesso de vendas.

Banco central disponibiliza ferramenta para simular tempo de quitação de fatura de cartão de crédito

Cartão de crédito é uma ótima forma de organizarmos nossas contas. Além de seguro, pois em caso de perda ou roubo pode ser cancelado imediatamente, cada vez mais estabelecimentos comerciais estão aceitando essa forma de pagamento. Melhor ainda, compramos a vista e pagamos com até 40 dias de prazo. Sim, o cartão de crédito é um grande aliado, mas pode se tornar um vilão da noite para o dia.

Exceder a nossa capacidade de pagamento mensal e ficar devendo no cartão de crédito é um péssimo negócio. Sim, podemos pagar o valor mínimo da fatura, mas o que fica para traz vai sendo cobrado juros galopantes (e o pior ainda, juros sobre juros), até que você fique numa situação tão apavorante que não consiga mais pagar.

Claro que ninguém esta livre de ter um contratempo e precisar atrasar o pagamento da fatura, mas isso não pode virar rotina. Com essa preocupação, o Banco Central do Brasil esta disponibilizando uma ferramenta chamada Calculadora do Cidadão , opção cartão de crédito, onde você pode calcular quanto custa e quanto tempo vai levar para quitar o cartão de crédito, caso você pague apenas parte da fatura. Ou seja, você apenas precisa inserir alguns dados no sistema (valor da fatura, taxa e quanto você pode pagar por mês) e ela diz exatamente quanto você vai pagar ao rolar o pagamento do seu cartão de crédito.

Melhor que apenas aliviar o susto, a ferramenta também traz quanto você pagaria ao parcelar o mesmo valor da fatura utilizando outras linhas de crédito a custo menor. Ao fazer uma simulação de uma fatura de 5 mil reais, paga em parcelas de mil reais, com um cartão cuja taxa é de 6,50% ao mês, a ferramenta mostra exatamente o seguinte resultado: "Leva 5,8 parcelas de R$ 1.000,00 por mês até quitar a sua fatura de R$ 5.000,00 do cartão de crédito. Vai custar no total R$ 5.786,71, sendo R$ 786,71 de juros. Pagando dessa forma, você fez uma dívida chamada 'crédito rotativo'". Em seguida, a calculadora mostra qual seria o custo do mesmo financiamento em outras modalidades de crédito, como na tabela a seguir:
 Custo total (R$)Juros (R$)Nº de parcelasTaxa (% ao mês)
Cartão de crédito
(crédito rotativo)5.786,71786,715,86,50
Crédito Consignado5.191,86191,865,21,83(*)
Crédito Pessoal5.589,44589,445,65,12(*)
Cheque Especial5.963,00963,006,07,69(*)
  

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Obrigatoriedade de informação para conter o superendividamento.


Final de ano chegando e o apelo do comércio vem com toda a força. São lançamentos, presentes e uma série de coisas que precisamos comprar. Mas esquecem de alertar que tão logo as festas passem, temos compromissos com IPTU, IPVA, matricula e materiais escolares. Então, o endividamento cresce e prejudica a saúde financeira das famílias.

Mas o assédio vai ter que mudar e os bancos terão que mudar sua publicidade. Assim como ocorre nas propagandas de bebidas, cigarros e remédios, haverá uma frase que alertará sobre superendividamento. Essa mudança faz parte de um manual sobre crédito sustentável elaborado pela Federação Brasileira de Bancos, a FEBRABAN que será lançado em 2014.

O manual contará com normas de autorregulação, abordando questões como treinamento de pessoal e critérios para concessão de empréstimo. Isso tudo para deixar as pessoas mais informadas.

Com uma publicidade muito ostensiva por parte das instituições financeiras, faz com que o cliente não tenha chances de conhecer os detalhes da operação e apenas se da conta do problema depois, quando o crédito excessivo gera prejuízos para a subsistência da sua família. Os bancos também estão aperfeiçoando os critérios de concessão de crédito, de forma a melhor adequar o produto ao tipo de cliente. Ainda, haverão normas sobre informação disponíveis nos diferentes canais em que o empréstimo pode ser diretamente contratado, como agencias, internet e caixa eletrônico.

Em caso de inadimplência ou liquidação antecipada as instituições financeiras terão que dar orientação, além de melhorar os canais de comunicação e negociação de dívidas.

Esse manual será apenas o inicio de um processo para melhorar a concessão de crédito. Entendemos que essa medida não irá eliminar o problema, mas já é um bom começo, pois a falta de informação é um dos grandes agravantes do endividamento das pessoas. Basta elas se atentarem que agora a informação esta mais acessível e fazer uso delas. Então, façamos a nossa parte.