quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Você pode ser demitido se estiver doente



Ninguém gosta de ficar doente e pior ainda é ter que se afastar das atividades profissionais. Em muitos casos você corre risco de ser até demitido. Mas isso é permitido por Lei? A primeira coisa que você precisa é investigar e saber se sua doença foi causada pelo seu ambiente de trabalho e se o nível dela é grave ou crônica. Se for comprovado, você não poderá ser dispensado. Os tribunais trabalhistas já entendem que se a empresa demitir um empregado com problemas de saúde causados pela atividade profissional , esta estaria praticando ato discriminatório.

No entendimento de Marcelo Costa Mascaro Nascimento, sócio do escritório Mascaro Nascimento Advocacia Trabalhista, é preciso que seja comprovado o vínculo da doença com o ambiente de trabalho, pois se não ficar comprovado o vínculo com o ambiente de trabalho e houver razões bem fundamentadas e justificadas, que respaldem a dispensa não discriminatória, esta será válida. O atestado para comprovação da doença deverá ser do INSS ou do convênio médico da empresa, a não ser no caso de existir uma convenção coletiva que disponha de uma forma diferente e que seja mais benéfica para o empregado.

Tão logo você apresente o atestado, você terá licença remunerada de até 15 dias, ficando seu contrato suspenso e, por isso, nesse período, não será possível a demissão. A partir do 16° dia será encaminhado ao INSS para fins de afastamento médico e recebimento de benefício. Para que haja estabilidade, no entanto, é preciso que o empregado esteja afastado recebendo auxílio-doença-acidentário. Ainda, é importante lembrar que as convenções coletivas podem estabelecer condições mais benéficas aos trabalhadores, criando uma espécie de estabilidade para casos atípicos, então vale a pena verificar a norma que atende sua categoria, junto ao seu empregador ou sindicato.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Aumento na taxa de juros sinaliza mais aumento para 2014


Semana passada tivemos a tradicional reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM), quando a razão é analisar e reposicionar a taxa básica de juros, a Selic. Como já era esperado, ela subiu de novo, passando para 10% ao ano. Isso representa que todos os demais custos de empréstimos e financiamentos ficaram mais caros. Como se já não fosse ruim, a expectativa para 2014 já é uma taxa de 10,50%.

O cenário de inflação alta, perto do teto da meta do governo de 4,5%pelo IPCA com tolerância de 2 pontos percentuais, vêm sustentando as expectativas de aperto monetário. Em novembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) acelerou a alta a 0,57 por cento, acumulando em 12 meses 5,78 por cento.

Como sempre, deixamos aqui o alerta para procurar as melhores taxas, ainda mais que o natal esta chegando. Pesquise muito, pois o incremento dos bancos foi muito superior ao 0,5% ao ano da taxa Selic.

Companhias de olho para reter as mamães

 

O mercado de trabalho está cada vez mais sendo ocupado por mulheres e estas acabam tardando a maternidade. Estudar cada vez mais e a concorrência na empresa são algumas das razões que fazem as mulheres deixarem pra ser mãe mais tarde e, em alguns casos, até desistirem. Outro fator é a questão de ficar longe de seus bebês quando voltar a trabalhar, pois nem sempre conseguimos boas creches ou pessoas de confiança para ficar em nossas casas.

Preocupadas em não perder essas profissionais para a maternidade, as empresas estão apostando na ajuda às mulheres para que estas consigam conciliar a carreira e a vida pessoal, principalmente a presença das mulheres nos cargos de liderança. No Brasil, o auxilio mais oferecido é o auxilio creche ou auxilio babá por 81% das empresas. Poucas empresas já possuem estrutura própria para receber os filhos das colaboradoras, representando hoje 1% (dados da pesquisa da Towers Watson com 166 empresas nacionais e multinacionais com atuação no país, entre agosto e setembro deste ano).

Mas esses mimos ainda são poucos para as mulheres. As grandes companhias mundiais ainda garantem 12 meses de licença-maternidade, sendo uma realidade distante no Brasil, quando a licença maternidade de 6 meses ainda é facultativa e apenas 36% das empresas aderiram, as demais ainda mantém apenas o período obrigatório de 4 meses. O horário flexível também é um grande atrativo para as mamães, mas apenas 30% das empresas oferecem. Dessas, 7% oferecem o benefício por até três meses, 6% por até seis meses e 17% estendem para além de seis meses. A possibilidade de home office durante a gestação e após o vencimento da licença-maternidade só existe em 17% das empresas pesquisadas. Além disso, depois do nascimento do bebê, só 8% das companhias oferecem alguma ajuda de custo para as mães.

Um outro beneficio muito valorizado pelas mamães são os cuidados com a saúde, mas apenas 36% das corporações ouvidas no estudo oferecem palestras e programas voltados à prevenção de doenças direcionados ao público feminino. Em 77% delas, não há nenhuma iniciativa desse tipo direcionada a gestantes. Já para as funcionárias grávidas, apenas 29% das empresas têm postos de atendimento ou serviço de apoio com acompanhamento ginecológico ou psicológico, por exemplo. Outras 18% oferecem programas de acompanhamento nutricional para as gestantes.

A parte ruim é que em 42% das companhias não há qualquer isenção nas taxas de coparticipação do plano de saúde para as consultas do pré-natal. Apenas 20% delas praticam a isenção. Em outras 38%, já não existe coparticipação para o plano de saúde adotado. Apenas 27% das corporações oferecem benefícios para auxiliar no transporte das funcionárias gestantes. Dessas, 17% garantem vagas especiais no estacionamento da empresa, 7% disponibilizam estacionamento próximo ao local de trabalho, 2% trabalham com convênio ou reembolso de táxi e 1% com opções de transporte diferenciado.

Com relação ao bem estar das colaboradoras, 59% das empresas possuem convênios ou oferecem subsídios para programas de condicionamento físico. Dessas, 1% contam com projetos exclusivos ou diferenciados para o público feminino.  Além disso, 41% das empresas oferecem convênios, descontos ou promoções em salões ou produtos voltados à estética. Entre essas, 29% trabalham com fornecedores externos, 8% contam com estruturas no local de trabalho.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Revisionais de poupança: Entendam o caso


Um assunto muito comentados entre os poupadores nos últimos anos são as revisionais de poupança, quando há uma larga possibilidade de se buscar as perdas nos rendimentos ocorridos nas épocas dos planos Bresser, Verão e Collor I e II. Basicamente, essas perdas originaram na "troca" do índice acordado para rendimentos na época, o IPC, por um índice qualquer, obviamente menor. isso gerou grandes perdas aos poupadores, pois estamos falando de épocas de inflação galopante.

Para quem não entrou com a revisional, não terá mais como buscar a diferença, pois a prescrição é vintenária e mesmo o plano Collor II já prescreveu. Estima-se que apenas 1% ou 2% dos poupadores da época ajuizaram ações. Ainda não é possível estimar o montante que os bancos terão que desembolsar, uma vez que muitas pessoas ajuizaram ações sem documentos, o que dificulta nós peritos de calcular a diferença devida.

Mas o Supremo Tribunal Federal transferiu para fevereiro de 2014 o julgamento o início de leitura dos votos dos relatores e do julgamento. O tribunal também decidiu começar pela Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), por ser mais abrangente. Outros quatro recursos extraordinários também serão julgados.

Mesmo assim, já existem sentenças isoladas e muitas pessoas já estão recebendo suas diferenças. Na ultima noite, participei do programa Conversas Cruzadas da RBSTV, afiliada da TV Globo no RS, quando estiveram presentes além de mim, Felipe Ferraro -OAB Defesa do Consumidor, Gustavo Barbieri - Defensoria Pública, Economista Eduardo Lamas. Segue abaixo o link do programa e convido todos os interessados a assistirem.

Bloco 1: http://videos.clicrbs.com.br/rs/tvcom/video/conversas-cruzadas/2013/11/conversas-cruzadas-que-stf-vai-decidir-sobre-correcao-poupanca-nos-planos-bresser-collor-bloco-27-11-2013/52846/

Bloco 2: http://videos.clicrbs.com.br/rs/tvcom/video/conversas-cruzadas/2013/11/conversas-cruzadas-que-stf-vai-decidir-sobre-correcao-poupanca-nos-planos-bresser-collor-bloco-27-11-2013/52848/

Bloco 3: http://videos.clicrbs.com.br/rs/tvcom/video/conversas-cruzadas/2013/11/conversas-cruzadas-que-stf-vai-decidir-sobre-correcao-poupanca-nos-planos-bresser-collor-bloco-27-11-2013/52849/

Bloco 4: http://videos.clicrbs.com.br/rs/tvcom/video/conversas-cruzadas/2013/11/conversas-cruzadas-que-stf-vai-decidir-sobre-correcao-poupanca-nos-planos-bresser-collor-bloco-27-11-2013/52853/

Black Friday: entenda e aproveite


Uma moda muito tradicional nos Estados Unidos esta começando a tomar força no Brasil. Chama-se a Black Friday ou Sexta-feira negra. É uma tradição pós dia de Ação de Graças, quando as lojas torram os preços e as pessoas conseguem adquirir produtos com até 80% de desconto. No Brasil, essa promoção foi meio mascarada nas ultimas edições, quando chegou a ser chamada de "Black Fraude", razão pela qual mobilizou os órgãos de defesa do consumidor a monitorar esse ano e fazer com que as empresas deem descontos reais e não manipulados.

Para que você possa aproveitar esse dia e fazer ótimas compras no varejo físico e online, temos algumas dicas super importantes para que essa seja a sua oportunidade de fechar bons negócios. Então vamos lá:

Você é um consumidor e tem direitos, então fique atento. Há alguns meses começaram a vigorar novas regas do  comércio eletrônico para proteger os consumidores. Mesmo que seja uma "mega" promoção, a nova lei permite o arrependimento no prazo de até 7 dias a partir do recebimento, sendo o estabelecimento responsável pelos custos da devolução e de cancelamento da operação junto a administradora de cartão de crédito.

Conheça os preços já praticados. Você precisa avaliar o histórico de preços das lojas. Existe uma extensão para navegadores, gratuita e que conta com 30 grandes lojas virtuais, que pode ajudá-lo a monitorar o histórico de preços do produto desejado. Enquanto o usuário navega em busca de ofertas, o Baixou Agora exibe uma notificação na parte superior da tela.  Nela, o plug-in irá informar se aquele é o melhor preço encontrado ou se já algum negócio melhor em outras lojas. Além disso, é possível registrar alerta de preços. Caso você se deparar com maquiagem de preços, procure o Procon ou o Ministério público e denuncie, pois caracteriza um crime contra o consumidor.

Faça uma conexão segura. Não faça suas compras em um computador que não seja o seu, pois você irá informar dados confidenciais como seu CPF e número de cartão de credito e esses dados podem ser roubados e lhe dar muita dor de cabeça. veja se o site que você esta comprando é seguro, se possui Certificado SSL. Este certificado é identificado através de um selo de segurança, geralmente posicionado no rodapé da página, ou por um cadeado verde, que aparece na barra de endereços. Além disso, a URL do site deve sempre estar acompanhado da letra “S”, formando a sigla HTTPS.

Consulte a situação da loja virtual. é importante que você se utilize de ferramentas para ver se a loja a qual você esta querendo comprar é regular. Então, antes de fechar a compra, acesse o site da  Serasa Experian para verificar a sua regularidade. A empresa de informação irá disponibilizar, em caráter gratuito, o acesso a uma de suas ferramentas de consulta ao CNPJ durante todo o final de semana da Black Friday. Via “Você Consulta Express”, os consumidores podem descobrir informações como, por exemplo, se tal empresa está envolvida em ações judiciais, por exemplo. Vale lembrar que todas as lojas virtuais são obrigadas por força de lei a informar o seu CNPJ no rodapé do site.

Consulte preços. Você não pode se jogar numa promoção achando que é a mais barata, então, pesquise!! você pode fazer comparações de preços em sites como o Buscapé e o Zoom, que se propõe a resolver problemas entre consumidores e lojas ou devolvem o dinheiro da compra. Sempre lembrando que existem dois sites que irão reunir o maior número possível de ofertas: o Busca Descontos e Save Me.

Sigam essas dicas e aproveitem o Black Friday dando um "up" em sua casa, seu visual e até mesmo em suas férias.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Poupe sem correr risco e sem aplicar na poupança


Como é bom quando abrimos uma caderneta de poupança. Sinal de que estamos organizados com nossas finanças e o dinheiro guardado terá um fim muito especial. Mas porque a caderneta de poupança? porque ela é a aplicação que oferece o menor risco, ou seja, você não terá perda. A grande vilã das aplicações financeiras continua sendo a bolsa de valores, com promessas de altos rendimentos mas com muitos riscos de perda. Mas não são somente essas opções. Saiba que existem outras aplicações financeiras que oferecem bons rendimentos sem que você tenha que correr grandes riscos.

Existem vários tipos de aplicações financeiras que poder ser oferecidas pelos bancos para você ter um ganho maior sem ter que se expor a risco. Segundo Ernesto Leme, sócio responsável pela área de Gestão de Patrimônio da Claritas Investimentos, o ideal é que cada investidor tenha na carteira seis classes de ativos. A renda fixa pós-fixada – onde se enquadram poupança, CDB-DI e fundos DI – e renda variável – como ações e fundos de ações – são apenas duas delas.

Indica-se ainda que o aplicador deve também aplicar em renda fixa ligada a inflação, credito privado, renda pré-fixada e fundos multimercados. Conheça esses tipos de aplicação:

Renda fixa ligada à inflação

Tesouro Direto: Notas do Tesouro Nacional-série B (NTN-B): Garantidos pelo Tesouro Nacional, os títulos públicos vendidos diretamente ao investidor pelo Tesouro Direto são as aplicações com o risco de calote mais baixo do Brasil. Você empresta dinheiro para o governo em troca de juros, com a vantagem de poder aplicar qualquer quantia a partir de 30 reais ou o equivalente a 10% do valor de um título, o que for menor. Todos os títulos do Tesouro Direto são bastante rentáveis, sendo o mais conservador deles a Letra Financeira do Tesouro (LFT), cuja remuneração flutua ao sabor da taxa básica de juros, a Selic. Ela é ainda mais segura e rentável que a poupança. No entanto, a NTN-B, que tem um nível de risco um pouco maior, é um título bastante interessante, especialmente para objetivos de longo prazo, como a aposentadoria.
Ela paga um juro acima da inflação – atualmente as remunerações estão em torno de 6% ao ano mais IPCA – o que significa que ela protege o investimento contra a alta de preços. O ideal, porém, é que o investidor não venda seu título antes do vencimento, uma vez que em cenários com perspectiva de alta na Selic, as NTN-Bs podem se desvalorizar no curto prazo. Dessa forma, o investidor poderia perder de dinheiro. Mas se ficar com a NTN-B até o fim do prazo, o investidor recebe exatamente a rentabilidade prometida.

Crédito privado

Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA): Esses dois papéis são relativamente novos no mercado e se assemelham muito aos Certificados de Depósito Bancário (CDBs). Porém, contam com a vantagem de serem isentos de imposto de renda, o que possibilita rendimentos maiores que a poupança e muitos CDBs de bancos grandes. As LCIs são emitidas por bancos que querem captar recursos especificamente para financiar empreendimentos imobiliários. As LCAs, por sua vez, são usadas pelos bancos para captar recursos para financiar o agronegócio. Ambos os papéis têm garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Isso significa que se o banco emissor quebrar, o investidor recebe de volta tanto o principal investido quanto o rendimento. Porém, o limite de cobertura é de 250 mil reais por CPF, por instituição. É fundamental não ultrapassar esse valor, principalmente se o emissor for um banco de médio porte. Assim, se você investir em poupança, LCI e tiver conta corrente em um banco, o total desses depósitos não deve ultrapassar 250 mil reais.
Dentro do limite do FGC, portanto, as LCIs e LCAs são tão seguras quanto a poupança, mesmo quando emitidas por bancos médios. Mas se o banco for à lona, o investidor vai perder tudo que tiver investido, porventura, acima desse valor. LCIs e LCAs também têm problemas de disponibilidade e liquidez. Nem sempre os bancos têm papéis disponíveis em seu estoque, e muitas vezes não é possível resgatar os recursos antes do vencimento sem alguma perda na rentabilidade.
Outro problema desses títulos de renda fixa privada é o valor do aporte, geralmente alto. No Banco do Brasil, que é o mais tradicional emissor de LCA do país, o investimento mínimo nesse produto é de 30 mil reais, e está disponível apenas para os clientes do segmento Estilo (alta renda). A LCI da Caixa, a mais tradicional do mercado, tem aplicação mínima de 50 mil reais.
Existem, contudo, algumas maneiras de driblar estes problemas. Algumas corretoras conseguem oferecer LCIs e LCAs de diversos bancos, exigindo volumes menores. E alguns bancos médios também oferecem aplicações que exigem aportes reduzidos. É o caso do Sofisa Direto, cuja LCI não exige aporte mínimo e paga 91% ou 92% do CDI, na modalidade pós-fixada, e entre 9,30% e 9,85% ao ano na modalidade pré-fixada.

CDBs de bancos médios: Muitos bancos médios conseguem oferecer CDBs que pagam 100% do CDI com liquidez diária, isto é, podendo ser resgatado a qualquer momento. A taxa de juros CDI, praticada nos empréstimos entre bancos, costuma aproximar-se da Selic. Alguns bancos médios oferecem CDBs que pagam até mais que 100% do CDI, desde que o investidor fique alguns meses ou até anos sem resgatar a aplicação. Trata-se de um rendimento superior ao da poupança e ao dos CDBs de grandes bancos. Além disso, esta rentabilidade ainda ganha da inflação. Contudo, além de uma eventual carência, os CDBs de bancos médios podem ser arriscados, caso a saúde financeira do banco não seja boa. Por isso é fundamental que o investidor não ultrapasse o limite de cobertura do FGC, de 250 mil reais por banco, por CPF.

Fundos de crédito privado: Fundos de crédito privado costumam render mais que a poupança e ganhar da inflação por meio do investimento em papéis de renda fixa emitidos por bancos e empresas. Trata-se de CDBs, LCIs, LCAs e principalmente debêntures, entre outros títulos a que o investidor pessoa física jamais teria acesso para aplicar diretamente. Embora um bom fundo de crédito privado costume exigir aportes na faixa de algumas dezenas de milhares de reais, eles são uma boa forma de diversificar a parcela da carteira dedicada a esta classe de ativo.
Em vez de investir 30 mil reais em uma única LCA, o investidor pode aplicar numa série de ativos diferentes por meio de um fundo. “O fundo de crédito privado traz seu nível de risco explícito no regulamento. Por exemplo, ele pode dizer que investe apenas em títulos de crédito de rating A, de ótima qualidade. Para uma faixa de 30 mil reais, as taxas de administração são baixas, de 0,75% a 0,80% ao ano, e a rentabilidade fica em torno de 107% do CDI, antes de IR. É muito melhor que a poupança”, explica Paulo Bittencourt, diretor técnico da Apogeo Investimentos.
Embora os fundos de crédito privado corram risco de levar calote das empresas cujos títulos compõem sua carteira, a concentração em cada tipo de ativo é baixa – de 2% a 3% da carteira, segundo Bittencourt. Isso significa que, caso o fundo fique sem receber de alguma empresa, o impacto no valor da cota será limitado e facilmente recuperável.

Renda fixa pré-fixada

Tesouro Direto: Letras do Tesouro Nacional (LTN): Outro título do Tesouro Direto que pode trazer uma rentabilidade superior à poupança com um risco de calote irrisório é a Letra do Tesouro Nacional (LTN). Ela paga um juro pré-fixado, isto é, o investidor já sabe exatamente quanto vai ganhar ao término da aplicação. Atualmente, as LTNs estão pagando em torno de 12% ao ano. A NTN-F – uma opção semelhante, porém de prazo mais longo – paga um pouco mais de 12% ao ano.
As LTNs têm dois riscos principais: um é perder da inflação, se houver um repique de preços – mas pela inflação atual, que gira em torno de 6% ao ano, isso não é problema. O outro é o mesmo risco da NTN-B de fazer o investidor perder dinheiro caso ele decida vendê-la antes do fim do prazo. Ele pode ter perda do rendimento e de parte do principal caso a taxa de juros tenha perspectiva de alta. Por isso, o ideal é carregá-la até o término do prazo, para garantir a rentabilidade acordada no ato da compra.

Fundos multimercados

Fundos multimercados sem renda variável: Há inúmeros tipos de fundos multimercados. Alguns são tão tranquilos quanto a renda fixa conservadora, e outros podem chegar a ser mais arriscados que ações, fazendo os cotistas perderem uma quantia maior do que a que investiram. Os fundos multimercados de menor volatilidade – isto é, cujas cotas costumam oscilar menos – são aqueles que não investem em renda variável. Eles costumam operar títulos públicos, juros futuros e câmbio, obtendo uma rentabilidade líquida próxima ou um pouco superior à taxa de juros CDI. Segundo Paulo Bittencourt, a taxa de administração razoável para esse tipo de fundo é de 1% ao ano. Ao escolher, o investidor deve ficar atento se o gestor vem batendo consistentemente seu índice de referência, o chamando benchmark, que nesse caso geralmente é o CDI.

Fundos de fundos multimercados: Uma forma de diversificar com fundos multimercados é por meio do investimento em fundos que investem em cinco ou seis fundos desse tipo. Desse modo, o risco de investir em um eventual fundo mais arriscado fica bastante diluído.

 

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Reduza a taxa do financiamento imobiliário


O sonho da casa própria ainda perdura na vida de muitos brasileiros. Existem em torno de 5 milhões de famílias no Brasil dispostas a adquirir a casa própria. Um dos maiores atrativos são as taxas de financiamento imobiliário, pois são as menores do mercado. Isso porque são linhas oriundas dos depósitos de caderneta de poupança e FGTS, os quais possuem rendimentos baixos, possibilitando empréstimos a taxas também baixas também.

Mas você pode fazer mais e buscar taxas ainda melhores para financiar seu imóvel. Pense que é um empréstimo com garantia real. Isso quer dizer que o seu imóvel fica alienado. Caso você não pague, o banco entra com pedido de posse. Mas isso já esta no pacote inicial.

O que você deve fazer é pesquisar. Procure o gerente do seu banco, mas não se prenda a ele. As vezes ele não possui a melhor taxa. Saiba que você tem outras cartas na manga que são os produtos do banco que já possui. Faça valer todos os anos que você tem cartão de crédito, planos de previdência privada, seguro, conta salario e pacotes de serviços. Isso faz com que você contribua para as metas de seu gerente e com os ganhos do banco, logo, nada mais justo que ele te dar a reciprocidade agora com melhores taxas, as quais podem cair 2 pontos percentuais. O que isso representa? R$ 2.000,00 por ano para um imóvel de R$ 100.000,00

Então não perca tempo, pesquise e faça o melhor negócio.