quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Um mini BNDES surge com recursos do FGTS


O FGTS sempre foi uma verba guardada a sete-chaves, utilizada apenas para financiamento imobiliário, quando a garantia é real. Obviamente que tem um motivo, é verba do fundo de garantia dos trabalhadores. Ou seja, se a Caixa emprestar mau, corre o risco de perder o dinheiro dos trabalhadores. Mas esse cenário esta mudando e um novo destino terá as verbas depositadas na conta do FGTS. Um Fundo para financiar
empresas, mas não parece ser muito transparente.

O Fundo de Investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS). Com 28 bilhões de reais em carteira no fim de 2013, na prática, se tornou uma espécie de míni BNDES, reforçando os investimentos em companhias nas quais o banco já aplica dinheiro.

“É uma fonte fácil de recursos e repete a prática de ajudar empresas amigas do governo, que poderiam se financiar sozinhas”, diz Ruy Quintans, professor de macroeconomia e finanças na escola de negócios Ibmec do Rio de Janeiro. “E faz isso sem dar satisfação aos donos do dinheiro, os trabalhadores.”

O fundo FI-FGTS foi criado em 2007 para diversificar as aplicações do bolo de dinheiro formado com o que as empresas recolhem em nome dos empregados. Tradicionalmente, o capital era direcionado a custear projetos de habitação e saneamento. Com o FI-FGTS, o dinheiro dos trabalhadores passou a chegar a áreas tão distintas como aeroportos, construção naval e produção de celulose.

Quase 74% dos recursos estão alocados em títulos de dívida e em ações de empresas, boa parte delas de capital fechado. É o caso da Odebrecht Transport, subsidiária do grupo Odebrecht e vencedora, no fim do ano, dos leilões de concessão do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, e da BR-163, em Mato Grosso.

Pouco antes do Natal, a empresa recebeu 1,4 bilhão de reais em investimentos públicos. Desse total, 1 bilhão veio do BNDESPar em troca de 10,6% da companhia. O restante, 429 milhões de reais, foi aplicado pelo FI-FGTS, que fez um aumento de capital para manter sua fatia no negócio — em 2010, o fundo já havia comprado 30% da Odebrecht Transport por 1,9 bilhão de reais.

Não é o único exemplo em comum nas carteiras do BNDES e do FI-FGTS. Ambos investiram em empresas como a Sete Brasil, fabricante de sondas para exploração de petróleo, e na produtora de celulose Eldorado, construída pelo grupo JBS em Mato Grosso do Sul.

Além disso, o FI-FGTS é fonte de captação do próprio BNDES — 19% do patrimônio do fundo, ou o equivalente a 5,2 bilhões de reais, está aplicado em títulos de dívida do banco.

Como são tomadas essas decisões de investimento? Uma das críticas ao fundo, administrado pela Caixa Econômica Federal, é a falta de transparência. As aquisições do FI-FGTS são propostas pela Caixa a um comitê de investimentos formado por 12 membros, encarregados de aprovar os projetos contemplados.

Sua composição é mais política do que técnica. Metade dos integrantes — um representante da Caixa e cinco de diferentes ministérios — é indicada pelo governo. Três são apontados por entidades patronais, como a Confederação Nacional da Indústria. Os restantes representam centrais sindicais, como a Central Única dos Trabalhadores.

Uma vez aprovado o investimento, um relatório é enviado para o Conselho Curador do FGTS, presidido pelo ministro do Trabalho. “Na prática, os conselheiros apenas chancelam as decisões do comitê”, diz um conselheiro que prefere não se identificar.

Segundo a Caixa, todas as operações são baseadas em laudos técnicos internos e em estudos feitos por auditorias independentes. Mas essas informações não são públicas. Ficam restritas ao comitê de investimentos, cujas atas das reuniões também são secretas.

A Caixa não informa sequer o nome das auditorias responsáveis pelas avaliações. O que se sabe é que o retorno dos investimentos não tem sido grande coisa: rendeu 7,2% em 2012, ano em que o CDI, taxa de referência do mercado, deu 8,4%.

Os critérios do FI-FGTS não são unanimidade. Um dos membros do Conselho Curador do Fundo de Garantia a questioná-los é Luigi Nese, presidente da Confederação Nacional de Serviços. Em 2012, ele pediu que fosse revista a decisão de adquirir 750 milhões de reais em títulos da LLX, empresa de logística então pertencente a Eike Batista.

Seu voto foi vencido. “As garantias da operação eram ações da própria EBX, a holding de Eike, o que representava um risco enorme, como o tempo demonstrou”, diz Nese. “Felizmente, a LLX foi vendida antes de quebrar.”

A concentração dos investimentos em poucas empresas é outro ponto questionado. Metade dos recursos aplicados em participações acionárias foi direcionada para duas subsidiárias da Odebrecht, que, juntas, receberam 3,3 bilhões de reais — além da Transport, o FI-FGTS é sócio da Odebrecht Ambiental, de saneamento.

No fim de 2013, o fundo pagou 315 milhões de reais por 5% do capital desta empresa, aumentando para 30% sua fatia no negócio. O valor pago indica que a Odebrecht Ambiental foi avaliada em 6,3 bilhões de reais, o equivalente a 23 vezes o lucro operacional de 273 milhões de reais registrado em 2012.

Segundo analistas ouvidos por EXAME, a avaliação foge aos padrões do setor. Para comparar, o valor em bolsa da Sabesp, maior empresa de saneamento do país, é seis vezes sua geração de caixa. Os gestores do fundo alegam que a valorização se deve às boas perspectivas da Odebrecht Ambiental.

“Não se pode comparar uma companhia consolidada, como a Sabesp, com outra cujos projetos são bastante promissores”, diz Marcos Vasconcelos, vice-presidente de Ativos de Terceiros da Caixa, responsável pela gestão do FI-FGTS. A Odebrecht diz que o Grupo Espírito Santo adquiriu 0,5% da companhia usando o critério de avaliação do FI-FGTS.

As decisões nebulosas tornam duvidosa a validade do míni BNDES. “Não faz sentido um fundo fazer a mesma coisa que o BNDES já faz”, diz o conselheiro Nese. Para José Luiz Fernandes, membro do comitê de investimentos do FI-FGTS indicado pela Confederação Nacional de Serviços, deveria pelo menos haver transparência.

“É preciso dar mais participação à sociedade e explicar o que fazemos”, diz Fernandes. Por ora, a Caixa mantém o sigilo, alegando que as operações são fiscalizadas por órgãos como a Controladoria-Geral da União.

Ocorre que os recursos do FGTS não pertencem ao banco nem ao governo. São oriundos do patrimônio dos trabalhadores e recolhidos mensalmente por seus empregadores — dois grupos que, até o momento, não decidem como seu dinheiro é aplicado.

fonte: www.exame.com

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

10.000 acessos. Obrigada pela credibilidade.



Hoje viramos a marca dos 10.000 acessos em nosso blog. São 9 meses com uma proposta de levar informação de suma importância em uma linguagem fácil. Agradeço a todos os que seguem o blog, aos que compartilham os posts e aos que acompanham as postagens para se manter informados. Podem ter certeza que esse blog é uma forma de utilizar meu conhecimento para compartilhar com todos.

Mais uma vez, obrigada e continuem acessando cada vez mais

Abraços

Economista Simone Magalhães

Economistas atentos ao desenvolvimento do cooperativismo: em construção parceria com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB)



Cooperativismo é um movimento, filosofia de vida e modelo socioeconômico capaz de unir desenvolvimento econômico e bem-estar social. Seus referenciais fundamentais são: participação democrática, solidariedade, independência e autonomia. É o sistema fundamentado na reunião de pessoas e não no capital. Visa às necessidades do grupo e não do lucro. Busca prosperidade conjunta e não individual. Estas diferenças fazem do cooperativismo a alternativa socioeconômica que leva ao sucesso com equilíbrio e justiça entre os participantes. [1]
A (OCB) é o órgão máximo de representação das cooperativas no país. Foi criada em 1969 durante o IV Congresso Brasileiro de Cooperativismo. Entre suas atribuições, a OCB é responsável pela promoção, fomento e defesa do sistema cooperativista, em todas as instâncias políticas e institucionais. É de sua responsabilidade também a preservação e o aprimoramento desse sistema, o incentivo e a orientação das sociedades cooperativas.

O Corecon-RS já deu início às tratativas para estabelecer um convênio com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). A partir deste acordo o Corecon-RS passará a ser cooperador técnico da OCB para credenciar coordenadores e instrutores para o “Programa de Educação Financeira” com a proposta de apoiar no que se refere aos procedimentos de avaliação da metodologia e monitoramento por meio de indicadores de qualidade do programa. As ações devem envolver as delegacias, associações, especialistas no assunto e cursos de economia.

O programa está alinhado à estratégia mundial da Aliança Cooperativa Internacional (ACI) e da própria OCB, sendo que um dos seus eixos principais é o posicionamento das cooperativas como “construtoras da sustentabilidade”. Esta estratégia ganhou força quando a Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu o ano de 2012 como o “Ano Internacional do Cooperativismo”, respaldado pela Recomendação 193 de 2002 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), órgão membro, sendo o Brasil signatário, ao qual estimula os governos a apoiarem e propagarem o Modelo Empresarial Cooperativo.

[1] Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Promoção e defesa dos interesses das cooperativas.
Acesso em 09.02.2014.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Mais dívida menos inadimplência



O endividamento das famílias aumentou 1,2 pontos percentual em relação a dezembro. 63,4% dos entrevistados declararam ter dívidas de acordo com os dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. Esses débitos incluem cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro.

A notícia boa é que o percentual das famílias com contas em atraso recuou, passando de 20,8% em dezembro para 19,5% em janeiro, redução essa proporcionada pelo 13º salário que muitas famílias utilizaram para quitar dívidas em atraso, fruto da conscientização das famílias e das campanhas feitas pelas instituições financeiras com recuo dos juros abusivos.

A diferença entre os índices de famílias que têm dívidas com o das que têm contas em atraso é simples. Um consumidor que usa cartão de crédito, por exemplo, e paga suas mensalidades em dia, entra na primeira categoria: ele tem dívidas programadas e se organiza para quitá-las dentro do prazo. Se esse sujeito deixa de pagar um único mês, torna-se inadimplente e entra na segunda categoria, ainda que tenha recursos para cumprir com seu débito no futuro. Se não tiver o dinheiro, vai para um terceiro indicador, o das famílias que não têm condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso, permanecendo inadimplentes.
Assim, por mais que as pessoas estão se endividando, consumindo mais, a inadimplência teve uma redução considerável. Quando consumimos consciente, aquecemos a economia, geramos emprego e renda, é assim que nossa população deve manter seu comportamento

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

As estratégias dos shoppings para reter você



Os shoppings sempre foram uma opção de passeio, alimentação e compras. Você pode entrar em qualquer um dos tantos espalhados pelo país e até sair sem qualquer sacolinha, mas saiba que isso é um caso a ser estudado. Os shoppings possuem uma legião de profissionais trabalhando para saber como fazer os consumidores comprarem mais. Então veja a seguir se você já comprou mais induzido por alguma dessas técnicas:

Você já reparou que o shopping tem portas populares? sim, são portar para receber quem não chega de carro e, automaticamente, são as pessoas com menos grana. Assim, as lojas mais populares ficam perto das portas, propiciando assim que as pessoas possam já identificar logo na entrada as suas marcas e produtos preferidos. E se resolver dar uma voltinha a mais, você se depara com uma quantidade minima de escadas de acesso aos demais andares. As vezes podemos pensar que isso é erro de projeto ou economia na obra. Nada disso, é uma forma de fazer você caminhar e conhecer as demais lojas, incluindo aquelas que trocam de local, fazem reinauguração, tudo para atrair você.

Para quem só quer ir dar uma voltinha, os shoppings tem forma de te prender propiciando exposições de carros, quadros, livros antigos e uma série de outras coisas. Geralmente os shoppings possuem até um espaço específico para esse tipo de evento. Sim, você vai para ver um carro antigo e quem sabe sai com um carro novo.

E ainda não é difícil a gente encontrar aquele espaço gostoso, que parece a varanda da nossa casa. Sofás confortáveis, plantas impecáveis e até televisão e revistas. Um belo espaço para sentar e tomar um sorvete, ou deixar os nossos maridos sentados enquanto nos divertimos nas lojas. Não esta escrito, mas podemos imaginar o objetivo desses espaços.

Aquela loja de grife recém chegada no país, pode ter certeza que estará perto de uma saída para o estacionamento. Sim, porque se as pessoas com mais recursos chegam de carro, o melhor é ser a primeira a ser vista. E não se surpreenda quando caminhar pelos corredores e a iluminação não for boa. Se a luz dos corredores é escassa, a das vitrines é sempre muito forte, o que atrai de cara o seus olhos.

O por último, os shoppings estão mais preocupados em trazer natureza para dentro. Ver o céu, o sol já é uma realidade em novos projetos. Então usufruo do conforto e segurança que os shoppings estão trabalhando tanto para ter você lá, claro, gastando todo o seu dinheiro.

Brasileiro não controla suas finanças



Você controla suas finanças? não? saiba que você esta entre os 80% dos brasileiros que não fazem esse controle, distribuídos em todas as classes sociais. Foi o que revelou uma pesquisa nacional realizada pelo SPC e pelo CNDL.

O consumidor adulto tem se mostrado muito pouco preparado em relação às finanças pessoais. Mesmo aquelas contas regulares, que você paga todos os meses , ainda são desconhecidas por quase 40% da população. O grau de desconhecimento ainda aumenta quando se refere às despesas extras de final de ano.

O maior problema que os consumidores apontam é a falta de disciplina para registrar os gastos e receitas, somados a falta de disciplina nas compras por impulso, o que faz com que se torne impossível fazer esse controle, gerando endividamento para você.

Mesmo estando no momento em que os índices de inadimplência estão bastante baixos, não é motivo para acharmos que estamos agindo de forma correta ao descuidar de nossas finanças. Lembre-se que você precisa ter um orçamento, ou seja, saber quanto é seu salario líquido e levantar todos os seus gastos, os recorrentes e os eventuais. Assim, você poderá ter conhecimento de quanto sobra, ou quanto falta a cada mês, podendo fazer uma gestão antecipada e evitando preocupações.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Fuja do IOF nas viagens internacionais



Férias enfim chegaram e as viagens internacionais estão fazendo cada vez mais parte da vida dos brasileiros. Obviamente que o governo está de olho para tirar vantagens reais e absolutas disso. A mais recente foi mudar os critérios de tributação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Isso foi uma péssima notícia para todos que estavam programando viajar. Significa que, ao invés de pagar 0,38% de imposto, você passa a pagar 6,38%. Para gastos com o cartão de crédito tradicional, essa taxa já existe, mas agora também passou a vigorar sobre cartões de viagem pré-pago, cheques de viagem, compras no exterior com cartão de débito e saques da conta corrente  ou com cartão de crédito em outros países. Mas é possível sim ainda fugir desse imposto. veja algumas dicas:

Dinheiro em espécie: Se você economizar seus reais e já fazer câmbio antes da viagem, você terá três boas vantagens. Uma é economizar 6% de imposto, a outra é não ter surpresa com a variação da moeda no momento de pagar a fatura do cartão. A ultima é que não corre o risco de não ser aceito, pois há muitos problemas com cartões, muitas vezes cartões com chip estão sendo recusados pelas máquinas no exterior. A grande desvantagem é a segurança, pois você terá que carregar uma grande quantia em espécie, mas os gastos serão melhor controlados. Mas fique atento ao limite de R$ 10 mil que podem ser levados sem declaração à receita Federal (saiba mais aqui). Cheque se há alguma restrição por parte do país que será visitado.

Abrir uma conta no exterior: os bancos como Banco do Brasil e HSBC oferecem essa possibilidade de forma bem simples para seus clientes. Quem tem conta no Banco do Brasil pode solicitar a abertura de uma conta no Banco do Brasil Americas, a filial norte-americana da instituição. Trata-se do antigo Eurobank, comprado pelo BB em 2012. Você pode ter uma conta corrente sem pagamento de tarifa desde que possua no minimo US$ 1.000 de saldo. A transferência pode ser feita de sua conta do Brasil para sua conta no exterior pela internet, com o IOF de 0,38% e dólar comercial. Você recebe um cartão de débito e pode fazer compras em sites, reserva de hotel, etc. Também pode realizar saques sem tarifas em algumas redes de ATM espalhadas pelos EUA, e pagando em media US$2.

Cartão pré-pago de empresa estrangeira: O mais comum é o Neteller. Após fazer sua conta, preenchendo um formulário simples, você abre sua conta e envia dinheiro para ela de várias formas. Até dezembro, havia muitas maneiras de fugir do IOF alto por ali, mas com as novas regras a única forma é por meio de transferência bancária internacional. Você pode utilizar o site para compras virtuais e solicitar um cartão físico de débito Net+ para pagamentos e saques no exterior. Ele tem bandeira Mastercard e é aceito mundialmente sem problemas. No entanto, é necessário estar atento às tarifas envolvidas, como o custo da transferência – que costuma ser de US$ 20 ou uma fração do montante, vale pesquisar – , taxa de emissão do cartão Net+ e manutenção da conta Neteller em caso de inatividade. Ainda assim é uma maneira de driblar o IOF alto.

De qualquer maneira, o ideal é fazer uma mescla nas formas de pagamento durante sua viagem, pois se há algum problema em uma, você terá a outra. Assim, você não fará de suas férias tão sonhadas um terrível pesadelo.