quarta-feira, 5 de março de 2014

Veja os erros mais comuns na hora de declarar o IRPF



Ja está disponível no site da Receita o programa para a declaração de IR desse ano. É comum que as pessoas queiram fazer suas declarações ao invés de contratar um profissional capacitado para fazer. Mas para isso, precisamos ter atenção. O Portal Tributário elaborou uma lista dos erros mais comuns na declaração de Imposto de Renda Pessoa Física e estou compartilhando aqui no blog.


Ao preencher a declaração, muitas vezes o contribuinte pode cometer erros que apesar de não impedirem a gravação para entrega à Receita Federal, podem provocar a retenção da declaração em malha e retardar seu processamento. Os mais frequentes são:

1. Digitação de Campo de Valores

Digitar valores de forma incorreta ou com mais de duas casas decimais.

Exemplos: Declarou rendimentos de R$ 25,32 quando o correto é R$ 25.320,40 ou informou R$ 1.234,00 quando o correto é R$ 12,34.

O programa NÃO considera o ponto como separador de centavos. Dessa forma, se for digitado R$ 1234 ponto 56 será considerado R$ 123.456,00. Se nada for digitado após o ponto serão acrescentados dois zeros.

Em anos anteriores, o programa também aceitava o ponto como separador de centavos, mas em face de inúmeros erros não foi mais aceito.

2. Ficha Identificação do Contribuinte

Informar alteração de endereço, conforme resposta na ficha "Outras Informações Obrigatórias", com erro de preenchimento. O erro mais comum é a informação incorreta do município porque alguns confundem bairro com município.

3. Ficha Rendimentos Tributáveis

Não informar o CNPJ das fontes pagadoras no campo apropriado.

4. Ficha Rendimentos Tributáveis

Não relacionar todos os rendimentos tributáveis, deixando de informar rendimentos como proventos de aposentadoria e os recebidos em ações trabalhistas.

5. Ficha Rendimentos Tributáveis

Declarar valores diferentes dos constantes no comprovante de rendimentos fornecido pela fonte pagadora. Não subtraia os rendimentos isentos dos rendimentos tributáveis ali informados.

O imposto retido na fonte sobre o 13º salário não deve ser somado ao imposto retido na fonte referente aos rendimentos tributáveis.

Caso esteja convencido de que as informações contidas no comprovante de rendimentos estejam incorretas, preste as informações corretamente em sua declaração e solicite à fonte pagadora um novo comprovante, lembrando-a da necessidade de retificar as informações prestadas à Receita Federal.

6. Ficha Rendimentos Tributáveis

Receber rendimentos tributáveis de diversas fontes pagadoras sem declarar todos os valores recebidos. Neste caso todos os rendimentos tributáveis devem ser declarados ainda que não tenham sofrido retenção pela fonte pagadora.

7. Ficha Rendimentos Tributáveis

Informar incorretamente rendimentos de Fapi e Previdência Privada. Os valores recebidos de Fundos de Aposentadoria Programada Individual (Fapi) devem ser informados pelo seu montante integral, como rendimentos tributáveis, sem direito à parcela isenta.

Os valores recebidos de previdência privada PGBL devem ser informados pelo seu montante integral, como rendimentos tributáveis, observando os casos de isenção previstos na legislação.

8. Ficha Rendimentos Tributáveis Recebidos de PF/Exterior da Declaração Completa ou Ficha Demais Rendimentos e Imposto Pago da Declaração Simplificada

No campo "Carnê-Leão pago", informar pagamentos efetuados por meio de Darf, com código da receita diferente de 0190. Quotas do IRPF, que são recolhidas sob o código 0211, não devem ser incluídas nessa ficha.

9. Ficha Rendimentos Isentos e Não tributáveis da Declaração Completa ou Ficha Demais Rendimentos e Imposto Pago da Declaração Simplificada

Informar, no caso de contribuintes com mais de 65 anos, como rendimentos isentos valor superior ao limite legal. Para estes contribuintes, a parcela isenta mensal está limitada ao valor fixado, independente do recebimento de uma ou mais aposentadorias e/ou pensões. O valor excedente deve ser informado como rendimento tributável.

Em caso de declaração em conjunto, se ambos os contribuintes preencherem as condições de isenção, o valor máximo permitido é a soma dos limites de cada um.

10. Ficha Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva da Declaração Completa ou Ficha Demais Rendimentos e Imposto Pago da Declaração Simplificada

Declarar prêmios de loterias e de planos de capitalização na Ficha Rendimentos Tributáveis. Estes rendimentos estão sujeitos à tributação exclusiva, devendo ser informados na ficha Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva da Declaração Completa, ou na ficha Demais Rendimentos e Imposto Pago da Declaração Simplificada.

O imposto retido na fonte sobre tais rendimentos não é passível de restituição.

11. Ficha Pagamento e Doações Efetuados da Declaração Completa

Não informar o CNPJ/CPF do beneficiário no campo próprio da ficha.

12. Ficha Pagamento e Doações Efetuados da Declaração Completa

Pleitear dedução indevida a título de doação efetuada a entidades assistenciais. Somente são dedutíveis as contribuições feitas diretamente aos fundos controlados pelos Conselhos Municipais, Estaduais e Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, que devem ser comprovados, por documentos emitidos pelos referidos Conselhos.

13. Ficha Imposto Pago da Declaração Completa ou Ficha Demais Rendimentos e Imposto Pago da Declaração Simplificada


No campo "Imposto Complementar", informar pagamentos efetuados por meio de Darf, com código da receita diferente de 0246. Quotas do IRPF, que são recolhidos sob o código 0211, não devem ser incluídas nessa ficha.

O que é o PIB e por quê se fala tanto dele.



Diariamente os jornais tem publicado a preocupação com o PIB, que esta crescendo abaixo do esperado, gerando preocupações para a equipe econômica, podendo levar a uma recessão. Claro que a maioria dos brasileiros não dão muita importância a essa notícia, pois não sabem exatamente o que isso significa. Então hoje o nosso propósito é dar essa explicação.

PIB é o Produto Interno Bruto. É a média do valor dos bens e serviços que o pais produz num determinado período, incluindo agropecuária, indústria e serviços. Mede a atividade econômica, ou seja, quanto mais se produz, mais se esta consumindo, investindo e vendendo. Não são somados ao PIB a produção de bens intermediários (aqueles usados para produzir outros bens), serviços não remunerados, bens já existentes como a venda de um carro usado e atividades informais e ilegais (como trabalho sem carteira assinado e o tráfico de drogas).

O PIB pode ser calculado em três diferentes formas. A primeira é o resultado de tudo que é produzido na indústria, agropecuária e serviços. O segundo método é a soma de tudo que é comprado pelas famílias, pelo governo e investimento do governo e exportações. A terceira é a soma de todas as rendas, sejam elas salários, juros, aluguéis e lucros distribuídos. Independente da forma a ser calculada, o resultado deve ser sempre o mesmo.

O PIB é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Este, usa primeiro dados já existentes de outras pesquisas , como levantamentos sobre a industria, comércio e agropecuária. Usa também formulários com dados sobre energia, comunicação e impostos que são fornecidos pelas empresas. Quando os dados não são informados, o IBGE faz uma estimativa levando em conta períodos anteriores. Em posse dessas informações, os técnicos do IBGE checam os dados, que precisam ser confirmados ou corrigidos. Com todos esses dados em mãos, a equipe do IBGE faz os cálculos e chega ao resultado do PIB.

Um PIB alto representa que a economia esta crescendo, com mais dinheiro disponível, mais renda per capta e um aumento do consumo. As empresas assim crescem e geram mais emprego, abrem novas unidades e aumenta ainda mais o emprego. Quanto mais crescem as empresas, maior a competição, gerando produtos melhores com preços menores. Com um aumento da oferta de produtos e serviços, cai o preço e ajuda a controlar a inflação.

Mas existem alguns vilões do PIB. A infraestrutura ruim é uma delas. O Brasil produz, mas paga caro para vender e perde competitividade por conta das ferrovias, rodovias, portos e aeroportos despreparados e insuficientes. Temos uma carga tributária alta e complexa que prejudica muito o crescimento das empresas. Nossa economia instável com mudanças frequentes na política e na economia geram desconfiança por parte das empresas, que passam a investir menos. Temos uma burocracia absurda para produzir, contratar e vender. Inflação alta atrapalhando o planejamento das empresas e do governo, além de reduzir o poder de compra. Os juros elevados tornam os investimentos mais caros e reduzem o potencial de produção do pais. E por fim, ainda sofremos muito com a falta de mão de obra qualificada, gerando baixa produtividade do trabalho.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Setorizar a lista de supermercado ajuda a economizar



Um dos grandes consumidores de nossa renda é o supermercado. Já está comprovado que é lá onde gastamos mais com supérfluos. Entre as boas práticas de finanças pessoas, sempre damos muitas dicas que, quando seguidas, ajudam no orçamento familiar e faz com que seu dinheiro sobre no final do mês.

Uma das dicas que sempre funciona é a listar tudo que é preciso comprar. Não só para não esquecer, mas também para não fugir dela. Uma forma bastante interessante é organizar a lista em setores.

O setor “A” , por exemplo, refere-se aos alimentos como arroz, massas, farinha, açúcar, etc…

Já o setor “B” refere-se ao básico, onde entram os produtos de higiene pessoal e produtos de limpeza. Nesses dois primeiros setores fica mais restrito qualquer tipo de corte, podendo somente pesquisar os preços mais em conta.

O setor “C”, é o de contornável, onde surgem as maiores dúvidas e divergências, pois para alguns os que são contornáveis pode ser alimento para outros. Um exemplo disso é o iogurte.

E o setor “D”, pouco se discute, pois é desnecessário, devendo ser sumariamente cortado, riscado, deletado da lista.

Essa simples dica ajuda em muito a cortar alguns gastos desnecessários na hora da compra. Ainda que seja pouco, mas é um bom começo para nos educarmos quanto ao controle do orçamento doméstico.

Um mini BNDES surge com recursos do FGTS


O FGTS sempre foi uma verba guardada a sete-chaves, utilizada apenas para financiamento imobiliário, quando a garantia é real. Obviamente que tem um motivo, é verba do fundo de garantia dos trabalhadores. Ou seja, se a Caixa emprestar mau, corre o risco de perder o dinheiro dos trabalhadores. Mas esse cenário esta mudando e um novo destino terá as verbas depositadas na conta do FGTS. Um Fundo para financiar
empresas, mas não parece ser muito transparente.

O Fundo de Investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS). Com 28 bilhões de reais em carteira no fim de 2013, na prática, se tornou uma espécie de míni BNDES, reforçando os investimentos em companhias nas quais o banco já aplica dinheiro.

“É uma fonte fácil de recursos e repete a prática de ajudar empresas amigas do governo, que poderiam se financiar sozinhas”, diz Ruy Quintans, professor de macroeconomia e finanças na escola de negócios Ibmec do Rio de Janeiro. “E faz isso sem dar satisfação aos donos do dinheiro, os trabalhadores.”

O fundo FI-FGTS foi criado em 2007 para diversificar as aplicações do bolo de dinheiro formado com o que as empresas recolhem em nome dos empregados. Tradicionalmente, o capital era direcionado a custear projetos de habitação e saneamento. Com o FI-FGTS, o dinheiro dos trabalhadores passou a chegar a áreas tão distintas como aeroportos, construção naval e produção de celulose.

Quase 74% dos recursos estão alocados em títulos de dívida e em ações de empresas, boa parte delas de capital fechado. É o caso da Odebrecht Transport, subsidiária do grupo Odebrecht e vencedora, no fim do ano, dos leilões de concessão do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, e da BR-163, em Mato Grosso.

Pouco antes do Natal, a empresa recebeu 1,4 bilhão de reais em investimentos públicos. Desse total, 1 bilhão veio do BNDESPar em troca de 10,6% da companhia. O restante, 429 milhões de reais, foi aplicado pelo FI-FGTS, que fez um aumento de capital para manter sua fatia no negócio — em 2010, o fundo já havia comprado 30% da Odebrecht Transport por 1,9 bilhão de reais.

Não é o único exemplo em comum nas carteiras do BNDES e do FI-FGTS. Ambos investiram em empresas como a Sete Brasil, fabricante de sondas para exploração de petróleo, e na produtora de celulose Eldorado, construída pelo grupo JBS em Mato Grosso do Sul.

Além disso, o FI-FGTS é fonte de captação do próprio BNDES — 19% do patrimônio do fundo, ou o equivalente a 5,2 bilhões de reais, está aplicado em títulos de dívida do banco.

Como são tomadas essas decisões de investimento? Uma das críticas ao fundo, administrado pela Caixa Econômica Federal, é a falta de transparência. As aquisições do FI-FGTS são propostas pela Caixa a um comitê de investimentos formado por 12 membros, encarregados de aprovar os projetos contemplados.

Sua composição é mais política do que técnica. Metade dos integrantes — um representante da Caixa e cinco de diferentes ministérios — é indicada pelo governo. Três são apontados por entidades patronais, como a Confederação Nacional da Indústria. Os restantes representam centrais sindicais, como a Central Única dos Trabalhadores.

Uma vez aprovado o investimento, um relatório é enviado para o Conselho Curador do FGTS, presidido pelo ministro do Trabalho. “Na prática, os conselheiros apenas chancelam as decisões do comitê”, diz um conselheiro que prefere não se identificar.

Segundo a Caixa, todas as operações são baseadas em laudos técnicos internos e em estudos feitos por auditorias independentes. Mas essas informações não são públicas. Ficam restritas ao comitê de investimentos, cujas atas das reuniões também são secretas.

A Caixa não informa sequer o nome das auditorias responsáveis pelas avaliações. O que se sabe é que o retorno dos investimentos não tem sido grande coisa: rendeu 7,2% em 2012, ano em que o CDI, taxa de referência do mercado, deu 8,4%.

Os critérios do FI-FGTS não são unanimidade. Um dos membros do Conselho Curador do Fundo de Garantia a questioná-los é Luigi Nese, presidente da Confederação Nacional de Serviços. Em 2012, ele pediu que fosse revista a decisão de adquirir 750 milhões de reais em títulos da LLX, empresa de logística então pertencente a Eike Batista.

Seu voto foi vencido. “As garantias da operação eram ações da própria EBX, a holding de Eike, o que representava um risco enorme, como o tempo demonstrou”, diz Nese. “Felizmente, a LLX foi vendida antes de quebrar.”

A concentração dos investimentos em poucas empresas é outro ponto questionado. Metade dos recursos aplicados em participações acionárias foi direcionada para duas subsidiárias da Odebrecht, que, juntas, receberam 3,3 bilhões de reais — além da Transport, o FI-FGTS é sócio da Odebrecht Ambiental, de saneamento.

No fim de 2013, o fundo pagou 315 milhões de reais por 5% do capital desta empresa, aumentando para 30% sua fatia no negócio. O valor pago indica que a Odebrecht Ambiental foi avaliada em 6,3 bilhões de reais, o equivalente a 23 vezes o lucro operacional de 273 milhões de reais registrado em 2012.

Segundo analistas ouvidos por EXAME, a avaliação foge aos padrões do setor. Para comparar, o valor em bolsa da Sabesp, maior empresa de saneamento do país, é seis vezes sua geração de caixa. Os gestores do fundo alegam que a valorização se deve às boas perspectivas da Odebrecht Ambiental.

“Não se pode comparar uma companhia consolidada, como a Sabesp, com outra cujos projetos são bastante promissores”, diz Marcos Vasconcelos, vice-presidente de Ativos de Terceiros da Caixa, responsável pela gestão do FI-FGTS. A Odebrecht diz que o Grupo Espírito Santo adquiriu 0,5% da companhia usando o critério de avaliação do FI-FGTS.

As decisões nebulosas tornam duvidosa a validade do míni BNDES. “Não faz sentido um fundo fazer a mesma coisa que o BNDES já faz”, diz o conselheiro Nese. Para José Luiz Fernandes, membro do comitê de investimentos do FI-FGTS indicado pela Confederação Nacional de Serviços, deveria pelo menos haver transparência.

“É preciso dar mais participação à sociedade e explicar o que fazemos”, diz Fernandes. Por ora, a Caixa mantém o sigilo, alegando que as operações são fiscalizadas por órgãos como a Controladoria-Geral da União.

Ocorre que os recursos do FGTS não pertencem ao banco nem ao governo. São oriundos do patrimônio dos trabalhadores e recolhidos mensalmente por seus empregadores — dois grupos que, até o momento, não decidem como seu dinheiro é aplicado.

fonte: www.exame.com

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

10.000 acessos. Obrigada pela credibilidade.



Hoje viramos a marca dos 10.000 acessos em nosso blog. São 9 meses com uma proposta de levar informação de suma importância em uma linguagem fácil. Agradeço a todos os que seguem o blog, aos que compartilham os posts e aos que acompanham as postagens para se manter informados. Podem ter certeza que esse blog é uma forma de utilizar meu conhecimento para compartilhar com todos.

Mais uma vez, obrigada e continuem acessando cada vez mais

Abraços

Economista Simone Magalhães

Economistas atentos ao desenvolvimento do cooperativismo: em construção parceria com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB)



Cooperativismo é um movimento, filosofia de vida e modelo socioeconômico capaz de unir desenvolvimento econômico e bem-estar social. Seus referenciais fundamentais são: participação democrática, solidariedade, independência e autonomia. É o sistema fundamentado na reunião de pessoas e não no capital. Visa às necessidades do grupo e não do lucro. Busca prosperidade conjunta e não individual. Estas diferenças fazem do cooperativismo a alternativa socioeconômica que leva ao sucesso com equilíbrio e justiça entre os participantes. [1]
A (OCB) é o órgão máximo de representação das cooperativas no país. Foi criada em 1969 durante o IV Congresso Brasileiro de Cooperativismo. Entre suas atribuições, a OCB é responsável pela promoção, fomento e defesa do sistema cooperativista, em todas as instâncias políticas e institucionais. É de sua responsabilidade também a preservação e o aprimoramento desse sistema, o incentivo e a orientação das sociedades cooperativas.

O Corecon-RS já deu início às tratativas para estabelecer um convênio com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). A partir deste acordo o Corecon-RS passará a ser cooperador técnico da OCB para credenciar coordenadores e instrutores para o “Programa de Educação Financeira” com a proposta de apoiar no que se refere aos procedimentos de avaliação da metodologia e monitoramento por meio de indicadores de qualidade do programa. As ações devem envolver as delegacias, associações, especialistas no assunto e cursos de economia.

O programa está alinhado à estratégia mundial da Aliança Cooperativa Internacional (ACI) e da própria OCB, sendo que um dos seus eixos principais é o posicionamento das cooperativas como “construtoras da sustentabilidade”. Esta estratégia ganhou força quando a Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu o ano de 2012 como o “Ano Internacional do Cooperativismo”, respaldado pela Recomendação 193 de 2002 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), órgão membro, sendo o Brasil signatário, ao qual estimula os governos a apoiarem e propagarem o Modelo Empresarial Cooperativo.

[1] Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Promoção e defesa dos interesses das cooperativas.
Acesso em 09.02.2014.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Mais dívida menos inadimplência



O endividamento das famílias aumentou 1,2 pontos percentual em relação a dezembro. 63,4% dos entrevistados declararam ter dívidas de acordo com os dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. Esses débitos incluem cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro.

A notícia boa é que o percentual das famílias com contas em atraso recuou, passando de 20,8% em dezembro para 19,5% em janeiro, redução essa proporcionada pelo 13º salário que muitas famílias utilizaram para quitar dívidas em atraso, fruto da conscientização das famílias e das campanhas feitas pelas instituições financeiras com recuo dos juros abusivos.

A diferença entre os índices de famílias que têm dívidas com o das que têm contas em atraso é simples. Um consumidor que usa cartão de crédito, por exemplo, e paga suas mensalidades em dia, entra na primeira categoria: ele tem dívidas programadas e se organiza para quitá-las dentro do prazo. Se esse sujeito deixa de pagar um único mês, torna-se inadimplente e entra na segunda categoria, ainda que tenha recursos para cumprir com seu débito no futuro. Se não tiver o dinheiro, vai para um terceiro indicador, o das famílias que não têm condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso, permanecendo inadimplentes.
Assim, por mais que as pessoas estão se endividando, consumindo mais, a inadimplência teve uma redução considerável. Quando consumimos consciente, aquecemos a economia, geramos emprego e renda, é assim que nossa população deve manter seu comportamento