terça-feira, 17 de junho de 2014

Controle seus gastos com ferramentas fáceis e gratuitas



O mês tem sido muito maior que o seu salário? sim, esse é um problema de muitas famílias brasileiras. Motivos são muitos, não haveria espaço suficiente aqui para listar todos, então resolvi que precisamos ajudar. Uma das formas de organizar o orçamento familiar é saber exatamente o que se gasta. Como? fazendo uma planilha de controle de gastos. Como não falta tempo para entrar no facebook, também não vai faltar para acessar a seleção de planilhas que fiz ai abaixo para você baixar e começar a ter o controle de suas finanças. Tem pra todos os tipos, então, faça bom uso!

Para quem nunca fez um orçamento antes: A planilha do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) pode ser indicada para quem nunca fez um orçamento pessoal antes. Ela traz instruções de uso e definições de termos como receita líquida, despesas fixas e variáveis. Também inclui a aba “previsões”, que permite observar se você não está gastando mais do que previu. Download

Para os sucintos: A planilha da BM&FBovespa reúne em uma única aba do Excel o orçamento de todos os meses do ano. Além das despesas e receitas, o documento possui um quadro de anotações para investimentos, que se divide entre: Ações, Tesouro Direto, Renda fixa, Previdência privada e Outros. Download

Para quem quer detalhar bem as despesas: Sem rodeios, a planilha do consultor financeiro Beto Veiga vai direto ao ponto e é bastante intuitiva. Ela traz abas diferentes para cada mês e se destaca pelo nível de detalhamento das despesas, que são divididas em diversos grupos, que incluem até gastos com pet shop, tarifas bancárias e presentes.Download

Para quem precisa de um empurrãozinho: A ferramenta online GuiaBolso faz um diagnóstico sobre a situação financeira do usuário. Ao informar suas receitas e despesas, ela mostra qual é o seu perfil (em apuros, no limite, poupador e investidor) e oferece dicas de como reduzir gastos ou como pagar uma dívida. Além disso, o GuiaBolso conta com a consultoria de profissionais da área financeira. E o melhor: tudo de graça.

Para quem se esquece de anotar os gastos: A ferramenta online Dinheirama é ideal para os esquecidos e para quem quer praticidade. Ela permite que você faça o upload dos seus extratos bancários e importa automaticamente todas as informações neles contidas, criando relatórios e gráficos sem que você precise se preocupar em qual lugar lançar cada transação. Disponível para Android e iOS.

Para registrar os gastos em tempo real:
O app Finance é indicado para quem não desgruda do smartphone e gosta de anotar cada gasto, tão logo eles acontecem. Ele registra contas automaticamente, por meio da leitura do código de barras; possui um sistema de notificações para contas a pagar; e permite tirar fotos de recibos e notas fiscais e associá-las às transações. Gratuito e disponível para iOS eAndroid.

Para alcançar objetivos financeiros: Além das funções básicas para registro de gastos, o site Minhas Economias possui um “Gerenciador de sonhos”: o usuário diz quanto custa e quando deseja realizar seus sonhos (como a compra de uma casa) e o sistema calcula quanto ele vai precisar juntar por mês, apresentando uma lista de tarefas e dicas para tornar o objetivo mais tangível. O serviço é gratuito e pode ser acessado pelo site ou pelos apps para Android e iOS.

Para quem quer registrar apenas o básico: Com estrutura simples, o Organizze é ideal para quem quer anotar apenas o básico. Na versão gratuita, permite registrar receitas e despesas, oferece um resumo do orçamento e a visualização de um gráfico de entradas e saídas. A versão paga custa 7,90 reais por mês no pacote anual e oferece relatórios e seções dedicadas a metas, lançamentos futuros e contas e cartões. App disponível apenas para iOS.

Para quem quer personalizar os registros: O app MoneyWise permite ao usuário editar as informações, podendo, por exemplo, escolher entre visualizar o orçamento semanalmente, mensalmente ou anualmente e nomear as categorias de gasto. Ele também possibilita a realização de backup para cartão de memória ou para o Dropbox, além de exportar os dados nos formatos HTML ou CSV. Gratuito e disponível apenas para Android.

Para quem faz o orçamento em família: Com um visual que lembra o bloco de notas dos aparelhos da Apple, o app Orçamento Inteligente se destaca por oferecer a possibilidade de sincronização dos dados em diferentes aparelhos, permitindo que o orçamento seja compartilhado com toda a família. A versão gratuita é limitada a 30 transações. Disponível apenas para iOS.

Insatisfeito com o seu banco? veja se ele esta no topo das reclamações


Muita gente acha que pelo fato de eu ser perita, eu sou anti-bancos. Mas não é verdade, pois faço pericia judicial e precisamos apurar a verdade que acontece nas operações. Os bancos agem sim em desacordo com as normas do Conselho Monetário Nacional, que é a autoridade máxima do Sistema Financeiro Brasileiro.

Pra provar que não tenho nada contra, estou postando hoje um ranking de reclamações dos banco feitas ao Banco Central (BC). Para elaborar o ranking, o BC recebe as queixas dos clientes e analisa se houve descumprimento das normas do Conselho Monetário Nacional (CMN). Dessa forma, a lista considera apenas as reclamações procedentes. Os dados usados relacionam o número de queixas recebidas pelo banco com o número de clientes para verificar qual deles tem o maior índice relativo de reclamações. Assim, evita-se que alguns bancos apareçam sempre no topo do ranking por causa do maior número de clientes.

Então, se você esta insatisfeito com seu banco e ele estiver no topo da lista, não fique surpreso e continue reclamando, pois só assim ele poderá sair dessa lista.

Veja a seguir os resultados do ranking de maio:
Bancos grandes - mais de um milhão de clientes
Em maio foram registradas 1.059 reclamações procedentes entre os bancos grandes, 732 queixas a mais que em abril.

As principais queixas foram sobre a realização de débitos em conta sem autorização do cliente e prestação do serviço de conta-salário. Abaixo de cada tabela estão relacionados os tipos de reclamação mais recorrentes.
1º Lugar: Santander
Reclamações procedentes415
Número de clientes22.851.788
Índice*1,81
*Número de reclamações dividido pelo número de clientes e multiplicado por 100 mil.

Principais reclamações (em ordem decrescente): realização de débitos não autorizados; prestação do serviço de conta-salário de forma irregular; e concessão de crédito sem documentação adequada.

2º lugar: Banrisul
Reclamações procedentes36
Número de clientes2.417.656
Índice*1,48
*Número de reclamações dividido pelo número de clientes e multiplicado por 100 mil.

Principais reclamações (em ordem decrescente): prestação do serviço de conta-salário de forma irregular; irregularidades na apresentação do Custo Efetivo Total (CET) das operações de crédito; e concessão de crédito consignado sem documentação adequada.

3º Lugar: HSBC**
Reclamações procedentes79
Número de clientes6.026.128
Índice*1,31
*Número de reclamações dividido pelo número de clientes e multiplicado por 100 mil.
**Trata-se do Conglomerado HSBC, que inclui HSBC Finance Brasil Banco Múltiplo e HSBC Bank Brasil Banco Múltiplo.

Principais reclamações (em ordem decrescente): cobrança irregular de tarifa por serviços não contratados; esclarecimentos de dúvidas de forma incompleta ou incorreta; e realização de débitos não autorizados.

4º lugar: Conglomerado BB**
Reclamações procedentes333
Número de clientes36.843.993
Índice*0,90
*Número de reclamações dividido pelo número de clientes e multiplicado por 100 mil.
**Trata-se do Conglomerado Banco do Brasil, que inclui, além do Banco do Brasil, o BB Banco de Investimentos.

Principais reclamações (em ordem decrescente): realização de débitos não autorizados; cobrança irregular de tarifa por serviços não contratados; e problemas de segurança na realização de transações em meios alternativos, como internet banking.

5º lugar: Conglomerado Itaú**
Reclamações procedentes196
Número de clientes26.664.314
Índice*0,73
*Número de reclamações dividido pelo número de clientes e multiplicado por 100 mil.
**Trata-se do Conglomerado Itaú, que inclui, além do Banco Itaú, o Banco Dibens, Banco Itaú Veículos, Banco Investcred Unibanco, Banco Itaubank, Banco Itauleasing, Banco Itaú BMG Consignado, Unibanco União de Bancos Brasileiros, Banco Itaú BBA, Banco Itaucard e Hipercard Banco Múltiplo.

Principais reclamações (em ordem decrescente): realização de débitos não autorizados; cobrança de tarifas irregulares em pacotes de serviço; e concessão de crédito consignado sem documentação adequada.
Bancos médios - menos de um milhão de clientes
Em maio, os bancos médios receberam 159 reclamações, 102 a menos do que em abril.
Os bancos médios costumam atuar no fornecimento de crédito a pequenas e médias empresas, na concessão de crédito consignado e em financiamentos de carros.
As principais reclamações sobre os bancos médios foram: a concessão de empréstimos sem documentação adequada, esclarecimento de dúvidas de forma incompleta ou incorreta e restirção à portabilidade de crédito.

1º lugar: BNP Paribas**
Reclamações procedentes39
Número de clientes1.963
Índice*1.986,75
*Número de reclamações dividido pelo número de clientes e multiplicado por 100 mil.
**Trata-se do Conglomerado BNP Paribas, que inclui, além do BNP Paribas Brasil, o Banco Cetelem.

Principais reclamações (em ordem decrescente): esclarecimentos de dúvidas de forma incompleta ou incorreta; concessão de crédito consignado sem documentação adequada; e concessão de crédito consignado com documentação falsa.

2º lugar: Conglomerado BMG**
Reclamações procedentes84
Número de clientes6.665
Índice*1.260,31
*Número de reclamações dividido pelo número de clientes e multiplicado por 100 mil.
**Trata-se do Conglomerado BMG, que inclui, além do Banco BMG, o Banco Cifra e o BCV Banco de Crédito e Varejo.

Principais reclamações (em ordem decrescente): concessão de crédito consignado sem documentação adequada; esclarecimentos de dúvidas de forma incompleta ou incorreta; e restrição à portabilidade do crédito consignado.

3º lugar: Banco Pan (antigo Panamericano)
Reclamações procedentes16
Número de clientes2.990
Índice*535,11
*Número de reclamações dividido pelo número de clientes e multiplicado por 100 mil.

Principais reclamações (em ordem decrescente): concessão de crédito consignado sem documentação adequada; concessão de crédito consignado com documentação falsa; e esclarecimentos de dúvidas de forma incompleta ou incorreta.

4º lugar: Banco Daycoval
Reclamações procedentes6
Número de clientes9.399
Índice*63,83
*Número de reclamações dividido pelo número de clientes e multiplicado por 100 mil.
**Trata-se do Conglomerado Societe Generale, que inclui os bancos Pecúnia e Cacique.

Principais reclamações (em ordem decrescente): concessão de crédito consignado com documentação falsa; e restrição da portabilidade do crédito consignado.

5º lugar: Conglomerado Citibank
Reclamações procedentes11
Número de clientes7.378
Índice*149,09
*Número de reclamações dividido pelo número de clientes e multiplicado por 100 mil.
**Trata-se do Conglomerado Citibank, que além do Banco Citibank inclui o Banco Citicard.

Principais reclamações (em ordem decrescente): concessão de crédito consignado sem documentação adequada; problemas de segurança na realização de transações em meios alternativos, como internet banking; e cobrança irregular de tarifa por serviços não contratados

Comprei e não gostei. E agora, posso devolver?


O comércio esta cada vez mais desenvolvendo técnicas avançadas de marketing para encantar e atrair consumidores, mas isso gera problemas sérios para muitas pessoas que ao chegar em suas residências, percebem que compraram algo que não necessitavam.  Dai começa o dilema: quero devolver, posso? segundo o Código de defesa do Consumidor em alguns casos, sim em outros não. Mesmo que a politica de devolução do comércio brasileiro não seja tão aberto à devoluções, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) dá ao cliente o direito de devolver um produto em até sete dias e receber seu dinheiro de volta quando a compra não ocorrer em lojas físicas, ou seja, por interne. Conforme prevê o artigo 49 do CDC: “O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de sete dias [...] sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio. Nesses casos, o valor deve ser devolvido imediatamente e atualizado monetariamente. Essa é uma forma de proteger o consumidor de agir por impulso, muitas vezes com ofertas enganosas. Isso vale tanto para sites brasileiros quanto para sites estrangeiro, uma vez que as empresas que vendem aqui deve se subordinar a legislação brasileira, mas o processo pode ser bem burocrático.

Como fazer então:
  • Para que a devolução do produto seja aceita e o dinheiro restituído, o cliente deve comunicar a empresa sobre a desistência em até sete dias.
  • Após comunicada a desistência, o produto pode ser devolvido pessoalmente, por correio ou pode ser retirado pela empresa em um endereço informado pelo cliente. O fornecedor precisa viabilizar meios de realizar a devolução do valor e o retorno do produto.
  • O cliente deve arquivar documentos que comprovem que a empresa foi informada sobre a desistência em até sete dias após a compra. Pode guardar o e-mail enviado à empresa ou o protocolo do atendimento, se o contato foi por telefone.
  • O Procon também orienta o cliente a buscar a solução do problema diretamente com o fornecedor antes de recorrer a outros meios para que seja dado à empresa o direito de resolver o problema. Se a empresa não atender o cliente de forma satisfatória, nesse caso então ele deve entrar em contato com órgãos de defesa do consumidor, como o próprio Procon.
  • Ainda assim, se o problema não for sanado com a empresa, nem com o auxílio dos órgãos de defesa do consumidor, o próximo passo então pode ser recorrer à Justiça, por meio dos Juizados Especiais Cíveis, que atendem pequenas causas. Eles são a via judicial mais indicada porque julgam causas que envolvem valores de até 40 salários mínimos, faixa que compreende a maioria dos conflitos relacionados a compras.
  • Antes de tudo o cliente deve agir com boa fé.
Em caso de defeito ou descumprimento da oferta
  • Nos casos em que a compra for feita nas lojas físicas, com contato direto do consumidor com o produto, não há possibilidade de desistir da compra em sete dias por qualquer motivo.
  • No entanto, segundo o Código de Defesa do Consumidor, independentemente do local da compra, o consumidor pode desistir do contrato em duas situações: quando há vício de produto ou quando a compra caracteriza descumprimento de oferta. O vício ocorre quando há algum tipo de defeito no produto. Nesse caso, o comprador deve informar o fornecedor sobre o problema e se a empresa não o corrigir em até 30 dias, então o cliente tem o direito de cancelar a compra e receber seu dinheiro de volta imediatamente. 
  • Se preferir, o cliente também pode exigir a substituição por outro produto semelhante, em perfeitas condições de uso. Os detalhes sobre os tipos de defeitos que caracterizam vício, assim como as alternativas de resolução do conflito podem ser encontradas no Capítulo IV do Código de Defesa do Consumidor. Na maioria dos casos de vício, costuma ocorrer a reposição do produto. A troca é a praxe de mercado no Brasil, aqui não se costuma cancelar o contrato. Já o descumprimento de oferta é caracterizado quando o produto que foi entregue se mostrou diferente do que foi prometido na venda. 
  • Segundo o artigo 35 do Código de Defesa do Consumidor, quando o que foi ofertado não é cumprido, o cliente tem três alternativas: exigir o cumprimento forçado da obrigação nos termos da oferta; aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente; ou rescindir o contrato, com direito à restituição do valor pago.

domingo, 25 de maio de 2014

Concursos públicos do Estado do Rio Grande do Sul, de comprovação de registro no respectivo Conselho Profissional



Uma grande conquista aos profissionais registrados.

Lei Nº 14540 DE 21/05/2014

Publicado no DOE em 22 mai 2014

Dispõe sobre a exigência de comprovação de registro no respectivo Conselho Profissional, em concursos públicos do Estado do Rio Grande do Sul.

O Governador do Estado do Rio Grande do Sul.

Faço saber, em cumprimento ao disposto no artigo 82, inciso IV, da Constituição do Estado, que a Assembleia Legislativa aprovou e eu sanciono e promulgo a Lei seguinte:

Art. 1º Em concursos públicos do Estado do Rio Grande do Sul, fica exigida a comprovação de registro Conselho Profissional, quando a vaga for para cargo que exerça prerrogativas de profissões regulamentadas.

§ 1º Excetuam-se da exigência prevista no "caput" os cargos ou empregos públicos que, em razão da função a ser exercida, possuam impedimento total ou parcial, previamente estabelecido em lei e/ou em estatuto que regulamente a referida atividade.

§ 2º A exigência prevista no "caput" se dará no momento da posse no referido cargo ou emprego público.

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 21 de maio de 2014.

TARSO GENRO,

Governador do Estado.

Registre-se e publique-se.

CARLOS PESTANA NETO,
Secretário Chefe da Casa Civil.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Por que os alunos de economia se revoltaram (e o que querem)

Estudantes que apoiam o movimento pela reforma do ensino de economia se reúnem em Londres

Reproduzo na íntegra essa matéria, pois apoio incondicionalmente como economista e como professora. 

Manifesto assinada por 65 associações acadêmicas de 21 países pede para que "o mundo real seja trazido de volta" para as aulas de economia (publicado por revista exame)

"Não é apenas a economia mundial que está em crise. O ensino de economia também está, e as consequências disso vão muito além do âmbito acadêmico."
É assim que começa uma carta aberta assinada pelo ISIPE (sigla em inglês para Iniciativa Internacional de Estudantes para o Pluralismo Econômico) e divulgada no início do mês.

O grupo é formado por 65 associações de 21 diferentes países - entre eles Estados Unidos, Rússia, Índia e Reino Unido. O Instituto Nova Ágora, ONG que promove projetos de cidadania, assina pelo Brasil.

Os estudantes afirmam que o currículo da disciplina sofreu um "estreitamento dramático" nas últimas duas décadas e que isso prejudica a habilidade dos formados de encontrar soluções para os desafios do século XXI - como a "estabilidade financeira, a segurança alimentar e o aquecimento global".

Pluralismo

Eles pedem três tipos de pluralismo. O primeiro é teórico: a ideia é que o ensino deveria expor os alunos a perspectivas econômicas variadas - clássica, pós-keynesiana, marxista, institucional, ecológica, feminista - que hoje são excluídas em favor de uma visão única (a neoclássica).

Afinal, "ninguém levaria a sério um curso superior em psicologia que focasse apenas no Freudismo"

O segundo pluralismo é metodológico: a crítica é que hoje os estudantes só aprendem métodos quantitativos e nunca são expostos a métodos qualitativos que os fariam questionar seus pressupostos e conclusões.

O terceiro pluralismo é interdisciplinar: "economia é uma ciência social: fenômenos econômicos complexos raramente podem ser entendidos se apresentados em um vácuo, removidos do seu contexto histórico, político e sociológico."

Movimento

Esta não é a primeira iniciativa do tipo: a crise de 2008 causou um surto de reflexão em todas as facetas do mundo econômico, incluindo a educação.

Já no ano seguinte, o Instituto para o Novo Pensamento Econômico (INET) foi fundado com o apoio de figuras como George Soros e Paul Volcker. Entre seus objetivos está estimular a renovação da pesquisa e do currículo de economia.

Em 2011, estudantes de Harvard explicaram em outra carta aberta sua decisão de deixar o curso introdutório do professor Greg Mankiw.

No ano seguinte, estudantes da Universidade de Manchester começaram a Post-Crash Economics Society com o lema "o mundo mudou; a apostila, não". Outro grupo, o CORE-ECON, defende um ensino "como se as últimas três décadas tivessem acontecido".

Debate
Thomas Piketty, o economista francês que virou a sensação do momento com o livro "O Capital no Século XXI", diz que a disciplina "precisa superar sua paixão infantil por matemática e por especulação puramente teórica e com frequência altamente ideológica, em detrimento de pesquisa histórica e colaboração com outras ciências sociais".

Para o americano Paul Krugman, vencedor do Nobel de economia, a teoria keynesiana já trazia as ferramentas necessárias para diagnosticar e superar a crise financeira.

O ensino precisa rebalancear seu foco, sim, mas o problema maior foi que os políticos escolheram seletivamente as teses que cabiam nos seus interesses - como a de que austeridade levaria a crescimento no contexto de uma economia em depressão.

O manifesto do ISIPE diz que "a mudança será difícil - sempre é", mas a ideia é que assim como o ensino, o debate ultrapasse os muros da universidade.

Afinal, como escreveu o economista Paul Samuelson, "não me importo com quem escreve as leis de um país ou faz seus tratados, desde que eu possa escrever seus livros didáticos de economia."

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Chega! quero minha demissão.



Estar em um bom emprego, com bom salário, que te motive a aprender e crescer cada vez mais é o sonho de todos. Mas muitos empregos são verdadeiros pesadelos e faz com que nosso momento de parar e analisar seja imediato. Quero me demitir!. Obviamente que é uma situação delicada, mas se sentir desvalorizado, não estar num ambiente que se sinta bem e não ter perspectiva de crescimento financeiro e profissional, é o momento de tomar uma decisão. Para isso, é importante que sejam avaliados alguns aspectos para que não haja arrependimentos.

De acordo com a Coach Priscila Belizzi, o momento certo para pedir demissão é o momento em que você verifica que não tem mais paixão pela atividade que desempenha. Um profissional só responderá bem a suas demandas se gostar de seu trabalho e do que faz.
Ao analisar a continuidade ou não no atual emprego, é essencial que o profissional leve em consideração os seus valores, além do plano de carreira, diz Ylana Miller, professora do Ibmec.

O autoconhecimento é fundamental. Gostar do que faz não é suficiente. Cada um de nós tem valores, que devem ser respeitados ao realizarmos as nossas escolhas profissionais. Ser feliz ou ser “confortável”? Sair da zona de conforto e seguir a sua missão deve ser algo planejado.

Antes de tomar qualquer atitude mais radical, o profissional precisa verificar se no organograma da empresa há possibilidade de migrar para uma outra área que possibilite uma nova perspectiva pessoal dentro da companhia, uma área em que, além de promover um crescimento pessoal e profissional, permita que tenha uma visão mais ampla da cultura organizacional. Outro passo essencial antes de sair definitivamente da empresa, é averiguar se você tem uma reserva financeira para poder ter maior liberdade de escolher iniciar um novo negócio seu, empreender ou voltar ao mercado e analisar novas oportunidades de emprego.

O jornal El Clarín publicou mais alguns sinais que indicam a hora de buscar um novo emprego, leia e verifique se você está nessa situação:

A atividade que você exerce já não faz você vibrar, se sente entendiado e contando os minutos para chegar a hora de voltar para a casa;

Se não fosse o fato de depender do salário para pagar as contas no fim do mês, você já teria se aventurado a buscar novos caminhos;

Seus colegas de trabalho o irritam. É certo que nem todas as pessoas se dão perfeitamente bem, mas o ideal é que se busque a harmonia com os outros para conseguir fazer bem o seu trabalho.
O ambiente é desagradável. Todos enfrentam altos e baixos no trabalho, mas o descontentamento pode sinalizar um ambiente de trabalho deprimente ou mesmo o de uma empresa em perigo. Um ambiente de trabalho ruim reflete a cultura de toda uma empresa.

Se o seu trabalho atual não permite que você avance em direção às suas metas nem te oferece perspectivas para o curto, médio ou longo prazos, é melhor mudar para um outro trabalho que o coloque em um caminho mais claro.

Suas ideias não são levadas a sério, você não tem oportunidade de crescimento na empresa, o chefe te ignora, teus companheiros de trabalho te evitam, a empresa não te incentiva com cursos ou seminários, você foi deixado de lado na hora das promoções, te excluem de projetos e reuniões estratégicas. Então, por que continuar desperdiçando seu tempo, energia e boas ideias com esta organização?

Se não se sente valorizado. Um profissional merece levar crédito por seus êxitos. O reconhecimento é importante e as boas companhias implementam programas para que os funcionários saibam que são valorizados. Caso não sinta tal contrapartida no seu emprego atual, procure uma empresa que valoriza seus talentos.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Portabilidade de crédito entra em vigor nessa segunda-feira



Uma novidade passa a vigorar a partir dessa segunda-feira no sistema financeiro brasileiro: é a portabilidade de crédito. Ou seja, você poderá verificar as instituições que tem linhas mais atrativas para o tipo de empréstimo que você possui e migrar, incluído empréstimo habitacional com recursos do FGTS.

As regras já haviam sido regulamentadas pelo Conselho Monetário Nacional no final do ano passado, mas apenas entraram em vigor hoje. As regras valem para todos os tipos de crédito: consignado, crédito pessoal, financiamento de imóveis e de automóveis, entre outros, e até mesmo aqueles com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Essa medida irá estimular a concorrência entre os bancos e possibilitar uma redução nas taxas de juros em todas as operações.

Conforme as normas, tudo será feito de forma eletrônica pelos bancos, não tendo custos adicionais, uma vez que os bancos estarão proibidos de cobrar custos de transferência. Cabe salientar que a portabilidade não é refinanciamento. Na portabilidade o valor financiado e o prazo se mantém iguais, o que muda são os custos. Vale ressaltar que estes custos precisam ser bem analisados. Não só taxas de juros inclui no chamado CET (Custo Efetivo Total) que engloba, ainda, tarifas, impostos, seguros e outras despesas cobradas dos clientes. No caso do crédito imobiliário, também há custo com cartórios que é importante verificar. Peça a proposta por escrito, assim, você poderá verificar se será vantajoso ou não fazer a portabilidade.

A regulamentação ainda garante aos clientes a agilidade no processo. As instituições das quais os clientes estão saindo terão um dia útil para disponibilizar as informações solicitadas, com saldo devedor das operações de crédito, número do contrato, modalidades e taxas de juros cobradas, entre outras. Também terão cinco dias para fazer uma contraproposta ao cliente.