sexta-feira, 15 de agosto de 2014

DECISÃO ABRANGENTE: BB deve pagar diferenças do Plano Verão a poupadores de todo o país



APURAR E ATUALIZAR, OU CONFERIR, OS VALORES DEVIDOS, CASO A CASO, CONTA CONTA, É PROCEDIMENTO DE PERÍCIA ECONÔMICA E FINANCEIRA.

Todos os clientes do Banco do Brasil que tinham dinheiro na poupança em janeiro de 1989, no lançamento do Plano Verão, têm o direito de cobrar as diferenças de correção monetária expurgadas da caderneta pelo pacote. Assim entendeu a 2ª Seção do Superior Tribunal de Justiça ao avaliar que uma determinação da Justiça de Brasília vale para todos os poupadores, e não apenas para as pessoas diretamente envolvidas com aquele processo específico.

Em 2009, transitou em julgado uma sentença da 12ª Vara Cível de Brasília que condenou a instituição financeira a fazer a correção. Como a ação havia sido proposta pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), havia controvérsia se a aplicação da medida valia apenas aos poupadores vinculados ao Idec ou aos residentes no Distrito Federal.

Por unanimidade, os ministros entenderam que clientes do banco ou seus sucessores possuem legitimidade ativa para buscar o cumprimento individual da sentença coletiva. O entendimento da corte deve repercutir em uma série de casos pelo país. Como o processo seguia o trâmite de recurso repetitivo, há mais de 5 mil recursos parados em tribunais brasileiros à espera da decisão do STJ.

O julgamento havia sido suspenso em junho e foi retomado “de surpresa” nesta quarta-feira (13/8), sem constar na pauta original da 2ª Seção. O ministro João Otávio de Noronha havia pedido vista em sessão antes do recesso, e acabou declarando-se impedido de votar nesta quarta, uma vez que construiu sua carreira jurídica no Banco do Brasil como concursado, desde 1975, e tornou-se advogado do banco em 1984, chegando ao cargo de diretor jurídico.

Sem rediscussão
O ministro Luis Felipe Salomão (foto), relator do caso, avaliou que o próprio julgamento da ação coletiva definiu que a decisão contemplaria todos os clientes do BB e que esse entendimento foi mantido até mesmo pelo Supremo Tribunal Federal. Por isso, não caberia agora reexaminar o que foi decidido naquele momento, em respeito ao princípio da coisa julgada e à autoridade do STF.

Ele também apontou que a liquidação e a execução individual de sentença genérica proferida em ação coletiva podem ser ajuizadas no foro do domicílio do beneficiário, já que os efeitos e a eficácia da sentença não estão circunscritos a limites geográficos.

A decisão se restringe a poupadores do Banco do Brasil e ao Plano Verão. No STF, está emperrada uma disputa que envolve todos os pacotes econômicos adotados nos anos 80 e 90. Não há prazo para que o caso seja julgado, pois não há quórum suficiente. São necessários ao menos oito ministros para analisar o assunto, mas três se declararam impedidos. Como o ministro Joaquim Barbosa antecipou a aposentadoria, sobraram apenas sete. REsp 1.391.198

Fonte: Conjur

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Feliz Dia do Economista

Hoje é dia dos Economistas. Um dia de expressar nossa gratidão aos nossos mestres, que estiveram nos preparando. Agradecer aos nossos clientes que confiam no nosso trabalho e nos mantém trabalhando. Agradecer aos colegas de profissão que compartilham conhecimento. Agradecer a Deus que nos mantém fortes na luta, na ética e na responsabilidade.

Não existe uma profissão forte sem profissionais fortes e competentes. Precisamos cobrar, mais ainda precisamos participar.

Curtam nosso dia e aos que estiverem em Porto Alegre e região estejam conosco para uma grande comemoração do Hotel Plaza São Rafael, às 18:30 (Av. Alberto Bins, 514), com as participações dos economistas Flávio Benevett Fligenspan e Igor Alexandre Clemente de Morais. Ao final será servido um coquetel com a cortesia da Água Mineral Sarandi, Fante/Cordelier, Modular Cargas e Plaza São Rafael.

O evento é aberto ao público e a entrada é gratuita. Maiores informações e reservas podem ser obtidas pelo fone (51) 3254.2600 ou pelo e-mail eventos@coreconrs.org.br

sábado, 2 de agosto de 2014

Não desperdice seu dinheiro nos supermercados



Como é fácil irmos ao supermercado comprar umas coisinhas e voltar com o carrinho cheio. É uma promoção ali, uma necessidade aqui e você caiu nos truques dos donos das redes de supermercados para te fazer gastar mais. A desculpa quase sempre é que os preços subiram, por isso estamos gastando mais, só que nem sempre é essa a razão. Pense que o supermercado quer ficar com o máximo de dinheiro que você tenha, logo você precisa se defender disso, então ai vão algumas dicas.

Não vá ao supermercados sem uma lista, isso vai te ajudar com aquelas vontades de ultima hora, evitando de gastar por impulso. Lembre-se que as gôndolas estão organizadas para te seduzir, sendo os produtos mais tentadores na linha dos seus olhos e os infantis mais abaixo. Ainda, no caixa você pode pegar as tentações de última hora, como doces, revistas e refrigerantes, sendo como um prêmio que você esta se dando por estar esperando naquela fila.

Passear no supermercado? nem pensar. Fique lá o menor tempo possível e planeje suas compras. Os homens são conhecidos por não gostar de supermercados, logo não demoram muito, mas não pesquisam preços. Se não se planejar, vai ficar dando volta pelos corredores e aumentando as chance de ter um "amor a primeira vista" por algum produto.

Embora as associações de donas de casa indicam fazer compras em vários lugares, comprando só as promoções, entendo isso muito cansativo, gasto de tempo e dinheiro com combustível ou transporte público. Pesquise então em casa pela internet ou nos panfletos que recebemos aos montes nas sinaleiras. Indo no mesmo lugar, já sabemos a logística do lugar e perdemos menos tempo passeando, diminuindo nossa exposição aos apelos do consumo.

Jamais vá com fome, pois você consome mais e compra mal, ou seja, nada saudável. Também não leve crianças com você, pois sempre fazemos as vontades de nossos filhos, em especial sobre comida.

E por último, tome muito cuidado com as promoções do "leve três e pague dois". Aproveite-se disso apenas se a quantidade for aquela que você vai consumir durante uma ida e outra ao supermercado. Não estoque alimentos e produtos de limpeza. Esse era um hábito das pessoas que viveram em época de hiperinflação e não estamos nesse momento e espero que não volte.

Boas compras!

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Juro bancário de pessoa física é o maior em mais de 3 anos



Essa noticia não me causa qualquer espanto. Enquanto nosso país estiver ancorando sua politica macroeconômica no endividamento das pessoas, as instituições financeiras vão só aumentando seus lucros. Enquanto temos uma taxa básica de 11% ao ano, a taxa média de juros cobrada das famílias é de 43% ao ano e continua subindo, mesmo que o Banco Central não esteja aumentando a taxa básica Selic. Então para que possamos entender, se os bancos estão aumentando suas taxas mas não é em razão do aumento do custo de captação, então eles estão aumentando seu spread, parcela que é adicionada ao custo de captação para cobrir gastos, riscos e lucros (e que lucros os bancos têm apresentado a cada trimestre). Em uma amostra mais numérica, temos que em 1 ano a taxa Selic aumentou 3,75 pontos percentuais, a taxa de captação dos bancos aumentou 3 pontos percentuais e os juros cobrados pelos bancos de seus clientes aumentou 8,1 pontos percentuais.

O interessante e, ratificando o que citei acima, é que no mês de junho houve uma queda da inadimplência nas operações com pessoas físicas, o que sinaliza uma redução nos riscos que deveria refletir numa redução do spread, o que não esta acontecendo.

Então temos que pesquisar nos bancos que temos relacionamentos, quais oferecem as menores taxas. Ou quem sabe, é o momento de segurar aquela vontade de consumir e esperar um pouco, pois a velha Lei da Oferta e da Demanda diz que quando estas estão em desequilíbrio, gerando um excesso de oferta, o preço tende a baixar.

Comprei na planta mas quero financiar com um banco. E agora?



Comprar imóvel na planta é uma opção de muitas pessoas para pagar mais barato. Depois que o imóvel fica pronto, tem a opção de financiar com a construtora ou fazer um financiamento bancário, mesmo que seja para quitar a parte financiada pela construtora. É importante que você consulte um banco que tenha esse tipo de operação, pois sua renda pode não ser suficiente.

É preciso lembrar ainda que se o imóvel já tenha sido entregue, você terá que pagar novamente o ITBI (Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis), cartório e custos com o financiamento. Essas despesas costumam ficar em torno de 4% do valor do imóvel e devem ser pagas à vista. Alguns bancos permitem que o valor seja reembolsado após o registro do contrato de financiamento.


Entenda por quê o seguro de automóveis para mulheres é mais barato



Cada vez mais os seguros de carros estão tendo como motorista principal as mulheres, pois dependendo da faixa etária, homens podem pagar até mil reais mais caro. Mas esse valor muda ao longo da vida e quanto mais idade, menor a diferença.
Por exemplo, uma jovem de 20 anos pode pagar até 69% a mais no valor do seguro do carro do que uma mulher de 60 anos. Para homens na mesma faixa etária, a diferença chega a 117%, segundo levantamento da Minuto Seguros. A faixa dos 20 anos é a que congrega as maiores diferenças de preços cobradas pelas seguradoras. Em alguns casos, os valores pagos por homens e mulheres podem ter uma variação de até R$ 1.000. No entanto, para alguns modelos de veículos, o cenário se inverte quando os motoristas chegam à casa dos 40 anos. Este é o caso do Volkswagen Novo Gol. Em média, segundo o levantamento, uma mulher pode pagar cerca de 13% mais caro no seguro do que um homem da mesma idade.

A Minuto Seguros cotou os valores praticados por 13 seguradoras para o seguro dos 10 carros mais vendidos no primeiro semestre de 2014, segundo dados da Fenabrave. Seis perfis foram usados na simulação. Em comum, todos eram moradores da cidade de São Paulo, principais condutores do veículo em questão, tinham curso superior, rodavam até 1,2 mil quilômetros por mês e possuíam garagem com portão automático na residência, entre outros fatores.

A diferença estava na faixa etária, gênero e estado civil. Eram um homem e mulher de 20 anos solteiros; um homem e uma mulher de 45 anos casados; além de um homem e uma mulher de 60 anos casados. Azul, Allianz, Bradesco,Chubb,Hdi,Itaú,Liberty, Marítima, Mitsui,Porto Seguro, Tokio, Yasuda e Zurich são as seguradoras que participaram da simulação

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Gaste menos em bares e restaurantes



Sexta-feira é dia de sairmos com amigos e os bares e restaurantes são sempre as melhores opções, estando cada vez mais preparados para esses encontro, de forma direta e indireta. Digo isso porque os restaurantes nos fazem vítimas de alguns truques para gastar mais, quando contratam consultores para desenvolver seus cardápios. E acreditem, os pequenos restaurantes também estão copiando essas técnicas.

Vejamos algumas dessas técnicas psicológicas que os restaurantes tem usado e se previna.

1 – Eles não usam símbolos monetários: De acordo com o estudo realizado pela Cornell University School of Hotel Administration, menus com símbolos relacionados ao dólar vendem menos do que cardápios sem “$” ou algo do tipo. Para a pesquisa, assim que o consumidor nota o símbolo, a lembrança remete ao fato de gastar dinheiro e isso faz com que ele aja com mais cuidado. Então colocar valores só com os algarismos e sem o R$ no cardápio é uma forma de diminuir a cautela com que interpretamos o preço do prato.

2 – Números quebrados são importantes: Os designers de menus afirmam que valores terminados em 9, como 9,99, tendem a significar valor e não qualidade. E, segundo algumas pesquisas, valores quebrados podem ser considerados “amigáveis - mas disso você já sabe desde a moda das lojas de R$1,99.

3 – Descrever a comida aumenta o número de vendas: Um simples descritivo sempre anima o consumidor, afirma pesquisa da Cornell University. Especificamente, menus com pratos explicados de maneira até levemente romântica (sabor frutado, textura delicada e suave, etc. etc.) vendem 27% a mais do que menus comuns, diz o resultado do estudo da Universidade de Illinois. Para o engenheiro de menus Greg Rapp , esse tipo de cardápio “traz o máximo da sensação ao consumidor, aumentando as chances do cliente se sentir satisfeito após a refeição”. Outro fator que também pesa para a formulação dos menus é o uso de grandes marcas dentro dessa descrição (sobremesa feita com sorvete X, por exemplo).

4 - Eles ligam comida à família: Consumidores gostam quando os nomes dos estabelecimentos têm ligações familiares. Com esse tipo de conexão com o cliente, a meta dos restaurantes é apelar para a nostalgia. Então desconfie quando você encontrar a "Macarronada da Mama" ou o "Filé do Tio".

5 – Restaurantes usam termos étnicos para parecerem mais autênticos: De acordo com o experimento realizado pela Oxford, um termo étnico ou geográfico pode atrair a atenção do consumidor para o tipo de comida daquele local, evocando sabores e texturas.

6 – Itens extremamente caros chamam a atenção para os mais baratos: De acordo com Greg Rapp, restaurantes usam artigos muito caros para destacar os baratos. A ideia é fazer com que você não compre o caro, mas crie razões para levar o “baratinho”, que nem sempre é tão barato quanto parece ao lado de um valor mais elevado. De acordo com um artigo da New York Magazine, a única função de um prato com valor de três dígitos no cardápio é dar a impressão de que todo o resto é uma grande barganha - mesmo que não seja.

7 – Restaurantes oferecem dois tamanhos de porções para um mesmo produto: Essa é uma estratégia chamada bracketing, em que o consumidor não possui ideia do tamanho da porção menor, mas assume que o valor vale a pena. Porém, a intenção do restaurante é a de que o cliente realmente compre a menor, para isso inflacionam a porção maior.

8 – Eles analisam os nossos padrões de leitura: Os restaurantes analisam padrões chamados scanpaths - pontos onde as pessoas fixam os olhos para a leitura. De acordo com um estudo coreano, um terço das pessoas está suscetível a pedir o que lhe chamou a atenção de primeira. Por isso, restaurantes colocam os itens mais caros no canto superior esquerdo, já que é o caminho natural tomado pela nossa vista. Essa estratégia também se dá em relação aos valores dos pratos. Colocando um primeiro item com maior valor, todos os outros poderão parecer ótimos preços, como explicamos no item 7.

9 – Eles criam um clima para gastar: De acordo com um estudo da Universidade de Leicester, tocar música clássica em um restaurante pode encorajar o cliente a gastar mais. No entanto, música pop faz com que pessoas gastem 10% a menos.

Então, sigam essas dicas e bom proveito em seu lazer gastronômico